INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
O diagnóstico do local de obstrução em uma oclusão arterial aguda é feito baseado apenas em:
Oclusão arterial aguda → localização da obstrução = história + exame físico (pulsos, temperatura, coloração).
Em uma oclusão arterial aguda, a história clínica detalhada e o exame físico vascular minucioso, incluindo a palpação de pulsos e avaliação da perfusão, são cruciais para determinar o nível da obstrução. Isso permite uma rápida tomada de decisão terapêutica, muitas vezes antes de exames complementares.
A oclusão arterial aguda é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para um membro, resultando em isquemia. Sua etiologia pode ser embólica (mais comum, geralmente de origem cardíaca) ou trombótica (em artérias previamente doentes). O reconhecimento rápido e a intervenção são cruciais para salvar o membro e, em alguns casos, a vida do paciente, sendo um tema de grande relevância para a prática clínica e provas de residência. O diagnóstico da oclusão arterial aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A história deve investigar o início súbito da dor, fatores de risco para embolia (fibrilação atrial, IAM prévio) ou trombose (doença arterial periférica, tabagismo). O exame físico foca nos '6 Ps' da isquemia aguda: dor, palidez, ausência de pulso, parestesia, paralisia e poiquilotermia. A palpação dos pulsos é fundamental para localizar o nível da obstrução, sendo o último pulso palpável acima do ponto de oclusão. O tratamento da oclusão arterial aguda é uma emergência e visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível para evitar necrose tecidual. As opções incluem trombectomia cirúrgica, embolectomia com cateter de Fogarty, trombólise farmacológica ou intervenção endovascular, dependendo da etiologia, localização e tempo de isquemia. A decisão terapêutica é guiada pela avaliação clínica inicial e pela viabilidade do membro.
Os sinais e sintomas clássicos da oclusão arterial aguda são os 6 Ps: Pain (dor), Pallor (palidez), Pulselessness (ausência de pulso), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia) e Poikilothermia (poiquilotermia ou frialdade).
O exame físico é crucial para determinar o nível da obstrução arterial, avaliando a presença e qualidade dos pulsos distais, a temperatura e coloração do membro afetado. Essa avaliação guia a urgência e o tipo de intervenção.
Após a avaliação clínica inicial, exames como o Ecodoppler vascular podem confirmar o diagnóstico e a localização. A arteriografia é frequentemente utilizada para planejamento cirúrgico ou intervenção endovascular.
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