Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Uma adolescente de catorze anos de idade foi à consulta de rotina sem queixas. Refere que, durante todo o período da pandemia, permaneceu em casa, assistindo às aulas de forma on-line, praticamente sem atividades esportivas ou sociais com as amigas. Na avaliação pondero-estatural: peso = 68 kg e altura = 1,50 m.Com base nesse caso hipotético e na curva acima, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico nutricional para a adolescente.
IMC de 30.22 kg/m² para adolescente de 14 anos = Obesidade (usar curva de crescimento).
Para adolescentes, o diagnóstico nutricional não se baseia apenas nos valores absolutos de IMC como em adultos, mas sim na comparação com curvas de crescimento específicas por idade e sexo. Um IMC de 30.22 kg/m² para uma adolescente de 14 anos está bem acima do percentil 95, indicando obesidade.
A avaliação nutricional de adolescentes é um componente crítico da consulta de rotina, especialmente considerando o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade nessa faixa etária. Diferentemente dos adultos, onde o Índice de Massa Corporal (IMC) é avaliado por pontos de corte fixos, em adolescentes e crianças, o IMC deve ser interpretado em relação a curvas de crescimento específicas para idade e sexo. Para o diagnóstico de obesidade em adolescentes, calcula-se o IMC (peso em kg / altura em m²) e o valor é plotado em gráficos de percentil. De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), sobrepeso é definido como um IMC entre o percentil 85 e 95, e obesidade como um IMC igual ou superior ao percentil 95 para a idade e sexo. No caso da adolescente com IMC de 30.22 kg/m² aos 14 anos, este valor a coloca claramente na faixa de obesidade. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam a metodologia correta para o diagnóstico nutricional pediátrico e adolescente, pois a intervenção precoce é crucial para prevenir as múltiplas comorbidades associadas à obesidade, que podem se estender até a vida adulta. A pandemia de COVID-19, com o aumento do sedentarismo e mudanças nos hábitos alimentares, exacerbou essa questão, tornando a vigilância e o manejo da obesidade infantojuvenil ainda mais relevantes.
O diagnóstico de obesidade em adolescentes é feito calculando o Índice de Massa Corporal (IMC) e plotando-o em curvas de crescimento específicas por idade e sexo (geralmente da OMS ou CDC). Obesidade é definida como um IMC ≥ percentil 95 para idade e sexo.
As curvas de crescimento são ferramentas essenciais que permitem comparar o crescimento de uma criança ou adolescente com padrões de referência saudáveis. Elas consideram as variações normais de peso e altura ao longo do desenvolvimento, sendo cruciais para identificar desvios como baixo peso, sobrepeso e obesidade.
A obesidade na adolescência está associada a diversas complicações de saúde, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, esteatose hepática, apneia do sono, problemas ortopédicos e impactos psicossociais. Além disso, a obesidade na adolescência tende a persistir na vida adulta.
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