Nefropatia Diabética: Diagnóstico e Rastreamento Essencial

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2020

Enunciado

A nefropatia diabética pode ser diagnosticada através da obtenção de exames alterados em duas de três avaliações realizadas em intervalos de três a seis meses. _______________ pode ser considerado um valor alterado. A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é 

Alternativas

  1. A) Uréia sérica de 60 mg/dl
  2. B) Creatinina sérica de 1,7 mg/dl
  3. C) Microalbuminúria de 24h ≥ 14 mg/24h
  4. D) Concentração de albumina de 10 mg/dl em amostra isolada de urina
  5. E) Índice albumina-creatinina ≥ 30 mg/g obtido em amostra isolada de urina

Pérola Clínica

Nefropatia diabética: diagnóstico = índice albumina-creatinina ≥ 30 mg/g em 2 de 3 amostras isoladas.

Resumo-Chave

O diagnóstico precoce da nefropatia diabética é crucial para prevenir a progressão para doença renal crônica. O índice albumina-creatinina em amostra isolada de urina é o método de rastreamento preferencial, sendo mais prático e igualmente eficaz que a coleta de 24h.

Contexto Educacional

A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais sérias do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal em muitos países. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade associada, incluindo um risco aumentado de eventos cardiovasculares. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para retardar sua progressão e melhorar o prognóstico dos pacientes diabéticos. A fisiopatologia envolve alterações hemodinâmicas glomerulares, como hiperfiltração, e danos estruturais, como espessamento da membrana basal e expansão mesangial, levando à albuminúria. O rastreamento é realizado anualmente em pacientes com diabetes tipo 1 (após 5 anos de diagnóstico) e em todos os pacientes com diabetes tipo 2 desde o diagnóstico. A presença de albuminúria persistente, definida como um índice albumina-creatinina urinário ≥ 30 mg/g em pelo menos duas de três amostras coletadas em 3 a 6 meses, é o principal marcador diagnóstico. O tratamento da nefropatia diabética envolve o controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, com o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA-II) como primeira linha para reduzir a albuminúria e proteger os rins. Novas terapias, como inibidores de SGLT2 e agonistas de GLP-1, também demonstraram benefícios renais. O prognóstico depende da fase em que a doença é diagnosticada e da adesão ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para nefropatia diabética?

A nefropatia diabética é diagnosticada pela presença de albuminúria persistente (índice albumina-creatinina ≥ 30 mg/g ou excreção de albumina ≥ 30 mg/24h) em pelo menos duas de três amostras coletadas em um período de 3 a 6 meses, após exclusão de outras causas.

Por que o índice albumina-creatinina é preferível à coleta de urina de 24h?

O índice albumina-creatinina em amostra isolada de urina é mais prático e conveniente para o paciente, além de apresentar boa correlação com a excreção de albumina em 24 horas, tornando-o o método de rastreamento preferencial.

Quais são as principais complicações da nefropatia diabética não tratada?

A nefropatia diabética não tratada pode progredir para doença renal crônica terminal, exigindo diálise ou transplante renal, além de aumentar significativamente o risco de eventos cardiovasculares.

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