UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Ana Maria, 20 anos, foi diagnosticada com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) há 6 meses com poliartrite inflamatória, lesões fotossensíveis em face, edema de membros inferiores, hipertensão arterial sistêmica além de proteinúria e hematúria no sumário de urina. Dra. Fernanda, reumatologista da paciente, desconfiou de nefrite lúpica. Quais exames deveriam estar com resultados alterados para confirmar a suspeição diagnóstica de nefrite lúpica?
Nefrite Lúpica = Anti-dsDNA (+) e ↓ complemento sérico (C3/C4).
A nefrite lúpica é uma das manifestações mais graves do LES. A suspeita clínica surge com alterações urinárias (proteinúria, hematúria) e é confirmada laboratorialmente pela presença de anticorpos anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA) e consumo do complemento (C3 e C4 baixos), que refletem a atividade imunológica da doença.
A nefrite lúpica é uma das complicações mais graves do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), afetando até 60% dos pacientes e sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Sua identificação precoce e manejo adequado são cruciais para preservar a função renal e melhorar o prognóstico. A suspeita clínica surge em pacientes com LES que desenvolvem alterações urinárias como proteinúria e hematúria, ou deterioração da função renal. O diagnóstico laboratorial da nefrite lúpica é fortemente sugerido pela presença de anticorpos anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA) em títulos elevados e pela diminuição dos níveis séricos de complemento (C3 e C4). Esses marcadores refletem a atividade imunológica da doença, com os complexos imunes se depositando nos glomérulos e ativando a cascata do complemento, levando à inflamação e dano renal. A biópsia renal é o padrão-ouro para classificar a nefrite lúpica e guiar o tratamento. O tratamento da nefrite lúpica envolve imunossupressores potentes, como corticosteroides, micofenolato de mofetila ou ciclofosfamida, dependendo da classe histológica e da gravidade. O objetivo é induzir a remissão e prevenir a progressão para doença renal crônica terminal. O acompanhamento regular da função renal, proteinúria e marcadores imunológicos é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recidivas.
Os principais marcadores são o anticorpo anti-DNA de dupla hélice (anti-dsDNA) positivo e a diminuição dos níveis séricos de complemento (C3 e C4), que indicam atividade da doença.
O complemento sérico diminui devido ao seu consumo nos complexos imunes que se depositam nos glomérulos renais, ativando a cascata do complemento e causando inflamação.
Manifestações clínicas incluem proteinúria (geralmente > 0,5g/24h), hematúria (com ou sem cilindros), edema, hipertensão arterial e elevação da creatinina sérica.
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