UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
O paciente com suspeita ou diagnóstico de morte encefálica é também um potencial doador de órgãos e tecidos. A subnotificação dos casos de morte encefálica e a não assistência adequada a estes pacientes impactam negativamente no processo de doação de órgãos e tecidos no Brasil. Com relação ao diagnóstico de morte encefálica e aos cuidados ao potencial doador de órgãos e tecidos, assinale a alternativa correta:
Critérios para diagnóstico ME: PAS > 90 mmHg, SatO2 > 94%, Temp > 35ºC para testes clínicos e complementares.
Para a correta determinação da morte encefálica, é fundamental que o paciente apresente condições fisiológicas estáveis, como pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg, saturação de oxigênio superior a 94% e temperatura corporal acima de 35ºC. Essas condições garantem a fidedignidade dos testes clínicos e complementares, evitando resultados falso-positivos.
O diagnóstico de morte encefálica (ME) é um processo complexo e de extrema importância, tanto pela irreversibilidade do quadro quanto pela implicação na doação de órgãos. A legislação brasileira, através da Resolução CFM nº 2.173/2017, estabelece critérios rigorosos para sua determinação, visando a segurança e a ética do processo. É fundamental que os profissionais de saúde, especialmente residentes, compreendam cada etapa. Um ponto crítico é a manutenção das condições fisiológicas do paciente durante os testes. Parâmetros como pressão arterial sistólica > 90 mmHg, saturação de oxigênio > 94% e temperatura corporal > 35º C são obrigatórios para garantir que a ausência de reflexos e a apneia não sejam decorrentes de hipotensão, hipoxemia ou hipotermia, que poderiam mimetizar a ME. Além dos critérios clínicos e complementares, a capacitação dos médicos envolvidos e a correta manutenção do potencial doador são essenciais. A assistência adequada ao paciente em ME, incluindo suporte hemodinâmico e metabólico, é vital para preservar a viabilidade dos órgãos para transplante, impactando diretamente a fila de espera por órgãos no país.
Para iniciar o protocolo de morte encefálica, o paciente adulto deve apresentar pressão arterial sistólica > 90 mmHg, saturação de oxigênio > 94% e temperatura corporal > 35º C, garantindo a validade dos testes.
No Brasil, são necessárias duas provas clínicas de apneia, realizadas por dois médicos diferentes, para confirmar o diagnóstico de morte encefálica, conforme a legislação vigente.
Médicos capacitados para o diagnóstico de morte encefálica incluem neurologistas, neurocirurgiões (adultos ou pediátricos) e intensivistas (adultos ou pediátricos), além de médicos de emergência em algumas regulamentações.
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