UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Sobre a nova Resolução de Morte Encefálica, publicada em 2017, assinale a alternativa correta.
Morte Encefálica: 2º exame clínico repete técnica do 1º; teste de apneia positivo no 1º NÃO precisa repetir.
A Resolução de Morte Encefálica de 2017 padroniza o diagnóstico. É crucial entender que, no segundo exame clínico, a técnica deve ser a mesma do primeiro, e o teste de apneia, se positivo inicialmente, não necessita de repetição, otimizando o processo diagnóstico.
A Morte Encefálica (ME) é a cessação irreversível de todas as funções do encéfalo, incluindo o tronco cerebral. Seu diagnóstico é de extrema importância clínica e ética, pois permite a interrupção de medidas de suporte e a doação de órgãos. A Resolução CFM nº 2.173/2017 atualizou os critérios para o diagnóstico no Brasil, visando padronizar e otimizar o processo. O protocolo de diagnóstico de ME envolve uma série de etapas rigorosas. Inicialmente, é fundamental a exclusão de condições reversíveis que possam mimetizar a ME, como hipotermia grave, hipotensão, distúrbios metabólicos e intoxicações. Em seguida, são realizados dois exames clínicos por médicos diferentes, com intervalo mínimo entre eles (variável conforme a idade), que devem comprovar coma não perceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia. A confirmação da ME também exige a realização de exames complementares que demonstrem a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade elétrica cerebral. É crucial que a equipe médica esteja familiarizada com os detalhes da resolução, especialmente sobre a capacitação dos médicos examinadores e a correta interpretação dos testes, como o teste de apneia, que não precisa ser repetido se já foi positivo no primeiro exame.
O diagnóstico de morte encefálica exige a presença de coma não perceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia, confirmados por exames clínicos e complementares específicos.
São necessários dois exames clínicos realizados por médicos diferentes, com capacitação específica, para confirmar o coma e a ausência de função do tronco encefálico.
Não, se o primeiro teste de apneia for positivo (confirmando a ausência de drive respiratório), não é necessário repeti-lo no segundo exame clínico.
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