FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 32 anos de idade, sem comorbidades, encontra se internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com quadro de hematoma subdural agudo Hunt Hess 5 e Fisher 4 em propedeutica de morte encefálica. Os dois testes clínicos constataram ausência de reflexos de tronco, e a arteriografia evidenciou ausência de fluxo cerebral, sendo fechado diagnóstico de morte encefálica. Com relação ao quadro clínico descrito e sobre o diagnóstico de morte encefálica baseado nos critérios definidos pelo Conselho Federal de Medicina, é CORRETO afirmar que:
Morte Encefálica → Diagnóstico = 2 testes clínicos + exame complementar (ex: arteriografia) + ausência de fatores confundidores.
O diagnóstico de morte encefálica exige a ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia, confirmados por dois exames clínicos e um exame complementar, como a arteriografia cerebral, além da exclusão de condições que possam mimetizar o quadro.
O diagnóstico de morte encefálica é um tema de extrema importância na medicina, com implicações éticas, legais e para a doação de órgãos. Os critérios são rigorosamente definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil, visando garantir a precisão e a segurança do diagnóstico. A compreensão desses critérios é fundamental para médicos intensivistas, neurologistas e todos os profissionais envolvidos no cuidado de pacientes críticos. A determinação da morte encefálica baseia-se na constatação irreversível da perda de todas as funções do tronco encefálico e do cérebro. Isso envolve a realização de dois exames clínicos completos, por médicos diferentes, que avaliam a ausência de reflexos de tronco (pupilar, corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, tosse, vômito) e a ausência de respiração espontânea (teste de apneia). Além disso, é obrigatória a realização de um exame complementar que comprove a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade elétrica cerebral, como a arteriografia, Doppler transcraniano, eletroencefalograma ou cintilografia.
O diagnóstico de morte encefálica requer a constatação de coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia, confirmados por dois exames clínicos e um exame complementar.
Não, a arteriografia cerebral é um dos exames complementares aceitos, mas outros como EEG, Doppler transcraniano ou cintilografia cerebral também podem ser utilizados, dependendo da disponibilidade e contexto clínico.
Uma lesão na coluna cervical não impede o diagnóstico de morte encefálica, mas pode dificultar a avaliação de alguns reflexos, exigindo cautela e, por vezes, a necessidade de exames complementares específicos.
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