UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Em um banco de dados de variantes genéticas descritas no gene CFTR, encontram-se os seguintes exemplos:• Variante A: c.1521_1523delCTT – patogênica.• Variante B: c.1687T>G – patogênica.• Variante C: c.601G>A – significado incerto.• Variante D: c.224G>A – benigna.O diagnóstico molecular de fibrose cístico é confirmado quando um indivíduo apresenta a(s) variante(s)
Fibrose Cística: diagnóstico molecular confirmado por duas variantes patogênicas diferentes no gene CFTR, em trans.
A fibrose cística é uma doença autossômica recessiva. Para o diagnóstico molecular, o indivíduo deve herdar uma variante patogênica de cada genitor, ou seja, apresentar duas variantes patogênicas diferentes no gene CFTR, localizadas em cromossomos homólogos distintos (em trans).
A Fibrose Cística (FC) é uma das doenças genéticas autossômicas recessivas mais comuns, causada por mutações no gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator). Este gene codifica uma proteína que atua como um canal de cloreto, essencial para o transporte de íons e água em diversas glândulas exócrinas. A disfunção do CFTR leva à produção de secreções espessas e pegajosas que afetam principalmente os pulmões, pâncreas, fígado e sistema reprodutor. O diagnóstico da FC é complexo e pode envolver triagem neonatal, teste do suor e análise genética. A triagem neonatal identifica recém-nascidos com risco elevado, enquanto o teste do suor, que mede a concentração de cloreto, é o padrão-ouro para o diagnóstico funcional. O diagnóstico molecular, através da identificação de variantes no gene CFTR, é crucial para a confirmação e para o aconselhamento genético. Para que um indivíduo manifeste a Fibrose Cística, ele deve herdar duas variantes patogênicas do gene CFTR, uma de cada genitor. Isso significa que as duas variantes patogênicas devem estar em cromossomos homólogos diferentes, ou seja, 'em trans'. A presença de uma variante patogênica e uma de significado incerto, ou duas variantes benignas, não confirma o diagnóstico. A identificação de duas variantes patogênicas em trans é o critério molecular para o diagnóstico definitivo.
O diagnóstico molecular é confirmado pela identificação de duas variantes patogênicas no gene CFTR, uma herdada de cada genitor, que devem estar em trans (em cromossomos homólogos diferentes).
Uma variante patogênica é uma alteração genética que comprovadamente causa ou contribui para o desenvolvimento da doença, afetando a função da proteína CFTR.
'Em cis' significa que duas variantes estão localizadas no mesmo cromossomo. 'Em trans' significa que as duas variantes estão em cromossomos homólogos diferentes, o que é essencial para a manifestação de doenças autossômicas recessivas em heterozigose composta.
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