UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Paciente de 35 anos comparece a consulta ginecológica com queixa de fluxo menstrual aumentado, que dura até 7 dias, e que já recebeu diagnóstico de miomatose uterina. Relata uso anterior de anticoncepcional oral contínuo por um ano, com melhora da anemia e sangramento vaginal. Sobre esse quadro, é correto afirmar:
Suspeita de miomatose uterina → história clínica (menorragia) + exame físico (útero aumentado/irregular).
A suspeita diagnóstica de miomatose uterina inicia-se com a história clínica, onde a menorragia é o sintoma mais comum, e o exame físico ginecológico, que pode revelar um útero aumentado de volume e/ou irregular. Embora a confirmação exija exames de imagem, a base para a investigação é clínica.
A miomatose uterina, ou leiomiomatose, é a neoplasia benigna mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos miomas sejam assintomáticos e descobertos incidentalmente, quando sintomáticos, podem causar grande impacto na qualidade de vida, sendo a menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado) o sintoma mais prevalente, frequentemente levando à anemia. O processo diagnóstico inicia-se com uma anamnese detalhada, buscando sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, dismenorreia e sintomas compressivos. O exame físico ginecológico, incluindo a palpação abdominal e o toque bimanual, é crucial para a suspeita diagnóstica, permitindo identificar um útero aumentado de volume, irregular ou endurecido. Essa etapa é fundamental para guiar a investigação subsequente. Após a suspeita clínica, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal são essenciais para confirmar o diagnóstico, caracterizar os miomas e planejar o tratamento. A ressonância magnética é reservada para casos mais complexos ou para um planejamento cirúrgico detalhado. O tratamento pode variar desde o manejo expectante, passando por terapias medicamentosas (como anticoncepcionais orais para controle do sangramento) até intervenções cirúrgicas, dependendo dos sintomas, tamanho dos miomas e desejo reprodutivo da paciente.
Os sintomas mais comuns da miomatose uterina incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, sensação de peso ou pressão na pelve, dismenorreia e sintomas compressivos em órgãos adjacentes, como polaciúria ou constipação. Muitos casos, porém, são assintomáticos.
O exame físico, especialmente o toque bimanual e a palpação abdominal, pode revelar um útero aumentado de volume, de consistência endurecida e/ou com contornos irregulares, sugerindo a presença de miomas. Isso direciona a solicitação de exames complementares para confirmação.
A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha para confirmar a miomatose, avaliando número, tamanho e localização dos miomas. Em casos complexos ou para planejamento cirúrgico, a ressonância magnética da pelve oferece maior detalhamento e diferenciação de outras massas.
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