SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2016
Até 31 de dezembro de 2015, foram notificados cerca de 2500 casos de microcefalia no país, identificados em quase 500 municípios do Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Pernambuco registra o maior número de casos, sendo o primeiro estado a identificar aumento de microcefalia no país. De acordo com o protocolo clínico e epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) para a investigação da microcefalia (2015), assinale a alternativa INCORRETA.
Microcefalia: RN com PC < 32cm (37-42 sem) deve ser notificado; USG transfontanela é triagem, TC/RM são confirmatórios.
O diagnóstico de microcefalia considera a circunferência occipitofrontal abaixo de 2 desvios-padrão da média. Embora a ultrassonografia transfontanela seja um exame inicial útil para triagem, a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética de crânio são os exames de imagem mais indicados para detalhar as alterações cerebrais associadas.
A microcefalia, especialmente em associação com o Zika vírus congênito, tornou-se um tema de grande relevância na saúde pública e na pediatria, exigindo um protocolo de investigação rigoroso. O diagnóstico é estabelecido pela medida da circunferência occipitofrontal, que deve estar 2 desvios-padrão abaixo da média para a idade gestacional e sexo, ou menor que o percentil 3 em curvas específicas. Para recém-nascidos a termo (37 a 42 semanas de gestação), um perímetro cefálico igual ou menor que 32 cm é um critério para notificação compulsória. A investigação da microcefalia em recém-nascidos envolve uma série de exames. Embora a ultrassonografia transfontanela seja um método de triagem inicial valioso, capaz de identificar algumas alterações grosseiras, ela não é o exame de imagem definitivo. Para uma avaliação detalhada das malformações cerebrais e calcificações intracranianas, a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) de crânio são os exames mais indicados, oferecendo maior resolução e capacidade diagnóstica. A associação da microcefalia com o Zika vírus congênito levou à inclusão da pesquisa de arbovírus (Zika, dengue, chikungunya) no protocolo de investigação, realizada tanto no Líquido Cefalorraquidiano (LCR) quanto no sangue do cordão umbilical. É importante ressaltar que cerca de 90% das microcefalias estão associadas a retardo mental, exceto as de origem familiar, que podem apresentar desenvolvimento cognitivo normal, o que reforça a necessidade de acompanhamento multidisciplinar e estimulação precoce.
Para o diagnóstico de microcefalia, considera-se a circunferência occipitofrontal com 2 desvios-padrão abaixo da média da normalidade, ou seja, menor que o percentil 3 em curvas específicas para pacientes pré-termo e nascidos a termo. Em RN a termo (37-42 semanas), um perímetro cefálico igual ou menor que 32 cm é um critério de notificação.
Embora a ultrassonografia transfontanela seja útil para triagem inicial, os exames de imagem mais indicados para uma avaliação detalhada das malformações cerebrais associadas à microcefalia são a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) de crânio.
A pesquisa de chikungunya, dengue e zika vírus em recém-nascidos com microcefalia é realizada tanto no Líquido Cefalorraquidiano (LCR) quanto no sangue do cordão umbilical (soro), buscando evidências da infecção congênita.
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