Microcefalia em RN: Critérios Diagnósticos e Conduta

Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2017

Enunciado

Maria Augusta, 20 anos, GI P0 A0, com 35 semanas de gestação, procura atendimento médico por estar apresentando há 20 horas perda de líquido amniótico e há 16 horas cólicas abdminais de duração e frequência progressiva. Informa ter realizado seis consultas de pré-natal, sem intercorrências, ter usado sulfato ferroso e ácido fólico e não ter qualquer patologia prévia. No exame físico foram observados DU: 4/10', dilatação uterina de 9 cm, BCF 160 bpm. Após 3 horas de internação, nasceu João Amélio, parto espontâneo, período expulsivo prolongado, cefálico, líquido meconial espesso, com cianose generalizada, hipotônico, sem chorar, FC: 90 bpm e com arreflexia. Foi observado cavalgamento de suturas cranianas. Peso de nascimento: 1930 g; estatura: 48 cm; perímetro cefálico (PC): 29 cm. Com 48 horas de vida, foi reavaliado o PC do RN e mensurado 29 cm (entre -1 e -2 DP PC intergrowth). De acordo com o Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia do Ministério da Saúde de 2016, qual deve ser a conduta do médico assistente?

Alternativas

  1. A) Notificar como microcefalia, pois recém-nascido do sexo masculino com perímetro cefálico abaixo de 30,5 cm deve ser considerado caso suspeito.
  2. B) Solicitar ultrassonografia transfontanela (USTF) para avaliar prováveis alterações neurológicas.
  3. C) Encaminhar para neuropediatria para acompanhamento especializado ambulatorial e reavaliação seriada.
  4. D) Descartar possibilidade de microcefalia, pois o perímetro cefálico corresponde ao desvio padrão aceitável como normal para a idade gestacional.

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