UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Mulher de 52 anos, procura atendimento médico com queixa de ondas de calor noturno frequentes, e sudorese intensa. Relata ainda insônia, irritabilidade e secura vaginal nos últimos meses. Menstruação ausente há mais de 1 ano, após um período de irregularidade menstrual. Nega uso de terapia hormonal prévia. Refere histórico familiar de menopausa precoce materna. Qual das seguintes alternativas descreve os níveis hormonais mais prováveis para essa paciente?
Menopausa = Falência ovariana → ↓ Estrógeno/Progesterona → Perda do feedback negativo → ↑↑ FSH.
O diagnóstico de menopausa em uma mulher sintomática com mais de 45 anos e amenorreia por 12 meses é clínico. Laboratorialmente, a falência ovariana leva à queda acentuada de estrogênio e progesterona. A ausência do feedback negativo desses hormônios sobre a hipófise causa uma elevação compensatória e marcante do FSH (> 25-30 mUI/mL).
A menopausa é definida como a cessação permanente da menstruação, diagnosticada retrospectivamente após 12 meses consecutivos de amenorreia, refletindo a perda da atividade folicular ovariana. Este evento fisiológico, que ocorre em média aos 51 anos, é precedido por um período de transição chamado perimenopausa, marcado por irregularidades menstruais e o início dos sintomas climatéricos. O quadro clínico clássico, como o da paciente em questão, inclui sintomas vasomotores (fogachos), alterações de humor, insônia e a síndrome geniturinária da menopausa (secura vaginal). A base fisiopatológica é a falência progressiva dos ovários, que leva a uma produção deficiente de estrogênio e progesterona. Essa queda nos esteroides sexuais elimina o feedback negativo que eles exercem sobre o eixo hipotálamo-hipofisário. Como resultado, a hipófise aumenta a secreção de gonadotrofinas, principalmente o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), em uma tentativa de estimular os folículos ovarianos remanescentes. Portanto, o perfil hormonal característico da menopausa é de hipoestrogenismo (estrogênio baixo) e hipergonadotrofismo gonadotrófico (FSH e LH elevados). O FSH é o marcador mais confiável, com níveis tipicamente acima de 25-30 mUI/mL. A prolactina não se altera neste processo.
Os sintomas mais comuns são os vasomotores (ondas de calor ou fogachos e sudorese noturna), irregularidade menstrual seguida de amenorreia, sintomas urogenitais (secura vaginal, dispareunia, infecções urinárias de repetição) e alterações de humor e sono, como irritabilidade e insônia.
O FSH (Hormônio Folículo-Estimulante) é o marcador mais sensível e específico da falência ovariana. Sua elevação precede a queda definitiva do estradiol e é mais estável que os níveis de estrogênio, que podem flutuar significativamente durante a perimenopausa. Níveis consistentemente elevados confirmam o estado de hipoestrogenismo.
A diferenciação se baseia na idade da paciente, nos sintomas associados e no perfil hormonal. Outras causas incluem gravidez (solicitar beta-HCG), hiperprolactinemia (dosar prolactina), disfunção tireoidiana (dosar TSH) e síndrome dos ovários policísticos. O FSH elevado é característico da insuficiência ovariana da menopausa.
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