HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
As malformações vasculares são consequências de erros na formação ou desenvolvimento do sistema vascular embrionário ou fetal. Os achados clínicos para suas caracterizações são variados e assim sendo, avalie as malformações relacionadas na coluna A e relacione com as observações respectivas da coluna B e escolha a alternativa que contém a sequência correta referente a exames subsidiários aplicáveis nestes casos:
Diagnóstico de malformações vasculares: USG (fluxo), RM (extensão), Angio (AVM, planejamento cirúrgico).
A escolha do exame subsidiário para malformações vasculares depende do tipo e da localização da lesão. Ultrassonografia com Doppler é inicial para avaliar fluxo, Ressonância Magnética para extensão e relação com estruturas, e Angiografia para malformações arteriovenosas e planejamento de intervenções.
As malformações vasculares representam um grupo heterogêneo de anomalias congênitas resultantes de erros na morfogênese vascular. Diferente dos hemangiomas, que são tumores vasculares com proliferação celular, as malformações vasculares são lesões estruturais que crescem proporcionalmente ao paciente e não regridem espontaneamente. A classificação mais utilizada é a de Hamburg ou a da ISSVA (International Society for the Study of Vascular Anomalies), que as divide com base no tipo de vaso predominante (capilar, venosa, linfática, arterial, arteriovenosa) e suas características de fluxo. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado e envolve uma combinação de história clínica, exame físico e exames de imagem. A ultrassonografia com Doppler é frequentemente a primeira ferramenta, permitindo avaliar o fluxo sanguíneo, a presença de trombos e a relação com vasos adjacentes. É excelente para diferenciar lesões de alto e baixo fluxo. A ressonância magnética (RM) é considerada o padrão ouro para delinear a extensão da malformação, sua relação com estruturas adjacentes e a presença de componentes profundos, sendo essencial para o planejamento cirúrgico ou de outras intervenções. Para malformações arteriovenosas (MAVs), a angiografia é crucial, pois permite visualizar a arquitetura dos vasos, identificar fístulas e nidus, e planejar embolizações ou ressecções. A tomografia computadorizada (TC) pode ser útil em casos específicos, especialmente para avaliar o envolvimento ósseo ou calcificações. O manejo é multidisciplinar e pode incluir observação, escleroterapia, embolização, laserterapia ou cirurgia, dependendo do tipo, localização e sintomas da malformação.
As malformações vasculares são classificadas em capilares, venosas, linfáticas, arteriais e arteriovenosas, além de malformações combinadas. Cada tipo possui características clínicas e hemodinâmicas distintas que guiam a investigação diagnóstica.
A ultrassonografia com Doppler é frequentemente o exame inicial, útil para diferenciar lesões de alto e baixo fluxo, avaliar a presença de trombos, cistos e a relação com vasos adjacentes. É especialmente útil para malformações venosas e linfáticas superficiais.
A ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para avaliar a extensão, profundidade e relação das malformações vasculares com estruturas adjacentes, sendo crucial para o planejamento terapêutico. É particularmente valiosa para malformações venosas, linfáticas e arteriovenosas complexas, fornecendo detalhes anatômicos e funcionais.
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