Malária: Diagnóstico Essencial em Áreas de Transmissão

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022

Enunciado

Em fevereiro de 2021, a Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Mato Grosso fez um alerta sobre o aumento expressivo do número de casos de malária no Estado (mais de 300% de aumento). O principal alerta da secretaria foi a respeito da importância do diagnóstico da doença em meio à pandemia da COVID- 19, visto que ambas são doenças febris. Sobre a malária e seu diagnóstico, analise as afirmativas. I- O diagnóstico, em áreas de transmissão de malária, deve ser pensado em qualquer indivíduo com febre de qualquer intensidade, duração e frequência. II- O método mais utilizado para o diagnóstico é a microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital e corada pelo método de Walker. III- No teste rápido para malária, que se baseia na detecção de antígenos, é possível detectar tanto o Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum. quanto a malária mista, tendo maior sensibilidade para a malária vivax. IV- O diagnóstico por técnicas moleculares (RT-PCR) é mais preciso e este já é um teste rotineiro nos serviços de referência, devendo substituir a gota espessa. Estão corretas as afirmativas

Alternativas

  1. A) I, II e IV, apenas.
  2. B) II e III, apenas.
  3. C) III e IV, apenas.
  4. D) I e II, apenas.

Pérola Clínica

Malária: suspeitar em febre em área endêmica; gota espessa é padrão-ouro, método de Walker.

Resumo-Chave

Em áreas endêmicas, a malária deve ser considerada em qualquer paciente febril. A gota espessa é o método diagnóstico padrão-ouro, permitindo identificar o parasita e quantificar a parasitemia. Testes rápidos detectam antígenos, mas o RT-PCR não é rotina para substituir a gota espessa.

Contexto Educacional

A malária é uma doença febril parasitária grave, endêmica em diversas regiões do Brasil, como o estado de Mato Grosso. O aumento de casos, como o observado em 2021, reforça a importância do diagnóstico precoce, especialmente em cenários de outras doenças febris concomitantes, como a COVID-19, para evitar a subnotificação e o agravamento dos quadros. A suspeita clínica é o primeiro passo crucial. O diagnóstico da malária em áreas de transmissão deve ser considerado em qualquer indivíduo com febre, independentemente de sua intensidade, duração ou frequência. O método padrão-ouro e mais utilizado é a microscopia de gota espessa de sangue, que permite a identificação da espécie do parasita (Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, etc.) e a quantificação da parasitemia. Essa técnica é fundamental para guiar o tratamento adequado. Embora existam testes rápidos baseados na detecção de antígenos e técnicas moleculares como o RT-PCR (mais precisas), a gota espessa permanece como o pilar do diagnóstico rotineiro nos serviços de referência. O RT-PCR, apesar de sua alta sensibilidade e especificidade, ainda não substitui a gota espessa na rotina devido a custos e infraestrutura, sendo mais utilizado em pesquisa ou casos complexos. Residentes devem dominar a indicação e interpretação da gota espessa.

Perguntas Frequentes

Quando se deve suspeitar de malária em um paciente?

Em áreas de transmissão de malária, o diagnóstico deve ser pensado em qualquer indivíduo com febre de qualquer intensidade, duração e frequência, especialmente se houver histórico de viagem para essas regiões.

Qual é o método diagnóstico padrão-ouro para malária?

O método mais utilizado e considerado padrão-ouro para o diagnóstico da malária é a microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital e corada pelo método de Walker, que permite identificar a espécie e quantificar a parasitemia.

Qual o papel dos testes rápidos e do RT-PCR no diagnóstico da malária?

Os testes rápidos detectam antígenos de Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum, sendo úteis em locais sem microscopia. O RT-PCR é mais preciso, mas não é um teste rotineiro para substituir a gota espessa, sendo reservado para casos específicos ou pesquisa.

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