UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Considerando a baixa sensibilidade do exame direto (40% em média), vários métodos sorológicos têm sido utilizados no diagnóstico da Leishimaniose Visceral humana, porém nenhum teste apresenta 100% de sensibilidade e especificidade (GONTIJO et al., 2004). Assinale a alternativa CORRETA sobre o diagnóstico da doença:
Leishmaniose Visceral: PCR para DNA do parasito = alta sensibilidade e especificidade diagnóstica.
A Leishmaniose Visceral exige métodos diagnósticos precisos devido à baixa sensibilidade do exame direto. A Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) destaca-se como uma ferramenta molecular de alta performance, detectando o DNA do parasito com elevada sensibilidade e especificidade, sendo crucial para a confirmação diagnóstica.
A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como Calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por flebotomíneos. No Brasil, a espécie mais comum é a Leishmania infantum. A LV é endêmica em diversas regiões e representa um desafio diagnóstico devido à sua apresentação clínica variada e à necessidade de métodos laboratoriais precisos para confirmação, especialmente em áreas de alta prevalência. O diagnóstico da LV baseia-se na combinação de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. Embora o exame parasitológico direto (pesquisa de amastigotas em aspirado de medula óssea, baço ou linfonodo) seja confirmatório, sua sensibilidade é variável. Métodos sorológicos, como a imunofluorescência indireta (IFI) e ELISA, são amplamente utilizados, mas podem apresentar reações cruzadas e não distinguem infecção ativa de passada. A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) tem emergido como uma ferramenta diagnóstica de excelência, detectando o DNA do parasito com alta sensibilidade e especificidade em diversas amostras clínicas. Para residentes, é fundamental compreender as vantagens e limitações de cada método diagnóstico. A PCR é particularmente útil em casos de difícil diagnóstico, em pacientes imunocomprometidos ou quando a carga parasitária é baixa. O diagnóstico precoce e preciso é vital para iniciar o tratamento adequado e evitar a progressão da doença, que pode ser fatal se não tratada. A escolha do método deve considerar a disponibilidade, o custo e o contexto clínico do paciente.
A PCR detecta diretamente o DNA do parasito, oferecendo alta sensibilidade e especificidade, o que a torna superior a métodos parasitológicos diretos (que têm baixa sensibilidade) e sorológicos (que podem ter reações cruzadas ou persistir positivos).
Os métodos sorológicos podem apresentar reações cruzadas com outras doenças infecciosas e podem permanecer positivos por longos períodos após a cura, dificultando a distinção entre infecção ativa e passada. Além disso, em imunocomprometidos, a resposta de anticorpos pode ser deficiente.
A combinação é frequentemente necessária em casos de suspeita clínica forte com testes iniciais negativos, em crianças pequenas (devido à possível interferência de anticorpos maternos em <6 meses) ou em pacientes imunocomprometidos, visando aumentar a acurácia diagnóstica.
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