UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Médico em unidade básica de saúde localizada em região onde a leishmaniose tegumentar americana é endêmica atende paciente com 45 dias de evolução de lesão cutânea única, indolor, de formato arredondado, com base eritematosa, infiltrada e de consistência firme, borda bem delimitada e elevada, fundo avermelhado e com granulações grosseiras, localizada no dorso da mão.A abordagem correta é:
Suspeita de LTA → Diagnóstico parasitológico direto (amastigotas em esfregaço/biópsia) é padrão ouro.
Em áreas endêmicas, a suspeita clínica de leishmaniose tegumentar americana com lesão típica exige confirmação diagnóstica parasitológica. A pesquisa de amastigotas no esfregaço ou imprint da lesão é o método mais rápido e direto para iniciar a conduta adequada.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, é endêmica em diversas regiões, apresentando-se principalmente como lesões cutâneas ulceradas. O reconhecimento precoce e o diagnóstico preciso são fundamentais para o manejo adequado e para evitar a progressão para formas mucocutâneas, mais graves e de difícil tratamento. O diagnóstico da LTA é primariamente parasitológico. A pesquisa direta de amastigotas em material coletado da borda da lesão (esfregaço, imprint ou biópsia) é o método mais rápido e acessível para confirmar a presença do parasita. Outros métodos incluem cultura, histopatologia e técnicas moleculares como PCR. A sorologia tem valor limitado nas formas cutâneas, sendo mais útil na leishmaniose visceral. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento é iniciado com medicamentos específicos, como antimoniais pentavalentes ou anfotericina B, dependendo da espécie de Leishmania, localização e gravidade da lesão. A notificação compulsória é essencial para o controle epidemiológico da doença, permitindo ações de vigilância e prevenção em áreas endêmicas.
As lesões de LTA tipicamente são úlceras indolores, arredondadas, com bordas elevadas e infiltradas, fundo granuloso e avermelhado, podendo ser únicas ou múltiplas, e evoluem por semanas a meses.
O diagnóstico padrão-ouro é a identificação parasitológica de amastigotas por meio de esfregaço, imprint, biópsia da borda da lesão ou cultura. Métodos moleculares como PCR também são utilizados.
A sorologia tem menor sensibilidade e especificidade para a forma cutânea e mucocutânea, sendo mais útil na leishmaniose visceral. Não é o exame de primeira linha para confirmação de lesões cutâneas.
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