ENARE/ENAMED — Prova 2025
Carlos, 27 anos, vai à consulta médica com febre, exantema, gânglios retroauriculares aumentados, conjuntivite, artralgia e tosse. Em seu prontuário, não há registro de vacinação contra a rubéola. Ele declara não ter viajado recentemente, nem ter tido contato com pessoas confirmadas para rubéola. Contudo, sua região encontra-se no estado que registrou um surto da doença há 4 meses. Trata-se de um caso suspeito de rubéola.O melhor método para fazer a confirmação desse caso é:
Suspeita de Rubéola → Confirmação laboratorial com sorologia IgM e IgG é o método padrão-ouro.
Em casos suspeitos de rubéola, com quadro clínico compatível (febre, exantema, linfadenopatia) e contexto epidemiológico (surto, não vacinado), a sorologia é fundamental. O IgM indica infecção aguda ou recente, enquanto o IgG indica imunidade prévia por infecção ou vacinação.
A rubéola é uma doença viral aguda, geralmente benigna, causada pelo vírus RNA da família Togaviridae. Sua importância clínica reside principalmente no risco de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) quando a infecção ocorre durante a gestação, podendo causar malformações graves no feto. A doença é transmitida por via respiratória e é altamente contagiosa, sendo a vacinação a principal medida de prevenção. A vigilância epidemiológica é fundamental para monitorar a circulação do vírus e a efetividade dos programas de imunização. O diagnóstico da rubéola é primariamente clínico, baseado nos sintomas como exantema maculopapular, febre e linfadenopatia. No entanto, para a confirmação definitiva, especialmente em contextos de surto ou em gestantes, a sorologia é indispensável. A detecção de anticorpos IgM específicos para o vírus da rubéola indica infecção recente, enquanto a presença de IgG sugere imunidade prévia. A diferenciação com outras doenças exantemáticas, como sarampo, dengue e parvovirose, é um desafio clínico que reforça a necessidade de exames laboratoriais. O tratamento da rubéola é sintomático, focando no alívio da febre e dores. A prevenção é feita pela vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que faz parte do calendário vacinal infantil. A identificação precoce e a confirmação laboratorial de casos são essenciais para evitar a disseminação da doença, proteger grupos de risco (como gestantes) e manter a erradicação da SRC como meta de saúde pública.
A rubéola clássica se manifesta com febre baixa, exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha para o corpo, linfadenopatia (especialmente retroauricular, cervical posterior e occipital), e pode haver conjuntivite e artralgia, principalmente em adultos.
A sorologia de IgM indica infecção recente ou aguda, pois esses anticorpos surgem logo após o início dos sintomas. A presença de IgG, por sua vez, indica imunidade prévia (por vacinação ou infecção passada). A combinação de ambos permite diferenciar infecção ativa de imunidade antiga.
A confirmação laboratorial é crucial para a vigilância epidemiológica, controle de surtos e, principalmente, para identificar o risco de rubéola congênita em gestantes. Além disso, ajuda a diferenciar a rubéola de outras doenças exantemáticas com apresentações clínicas semelhantes.
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