Monkeypox: Coleta de Material para Diagnóstico Laboratorial

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023

Enunciado

) Segundo o Ministério da Saúde (MS), a doença causada pelo vírus Monkeypox virus é transmitida por animais (zoonose) e sua transmissão para humanos pode ocorrer através do contato com um animal ou pessoa infectada, ou ainda com material corporal humano contendo o vírus. Assinale a alternativa correta em relação às seguintes situações: (NOTA TÉCNICA N° 002/2022 SESA/SSVS/GEVS – Monkeypox.)

Alternativas

  1. A) Caso confirmado: Paciente com histórico de viagem para país endêmico ou com casos confirmados de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas e em confirmação laboratorial
  2. B) Caso provável: Indivíduo que atende à definição de caso provável que é confirmado laboratorialmente para o vírus da Monkeypox por teste molecular (qPCR e/ou sequenciamento).
  3. C) Caso descartado: Paciente suspeito, mas com resultado de teste molecular (qPCR e/ou sequenciamento) positivo para o Smallpox.
  4. D) Quando o paciente é encaminhado para coleta em fase mais tardia na qual as lesões já estão secas, o material a ser encaminhado são crostas das lesões, preferencialmente optar pelas crostas menos secas, ou seja, coletar aquelas em fase mais inicial de cicatrização.
  5. E) Sangue é o melhor material biológico para detecção de Poxvirus, pois o período de alta viremia é simultâneo ao aparecimento das pústulas.

Pérola Clínica

Para diagnóstico de Monkeypox em fase tardia, coletar crostas de lesões, priorizando as menos secas.

Resumo-Chave

A coleta de material biológico para diagnóstico de Monkeypox (Mpox) deve ser feita de acordo com a fase da doença. Em lesões vesiculares ou pustulosas, o líquido e o teto da lesão são ideais. Em fases mais tardias, as crostas das lesões são o material preferencial, pois o vírus ainda pode ser detectado nelas.

Contexto Educacional

A Monkeypox (Mpox) é uma zoonose viral causada pelo vírus Monkeypox, que se tornou uma preocupação global devido ao surto recente. A transmissão ocorre por contato próximo com animais ou pessoas infectadas, ou com materiais contaminados. A vigilância epidemiológica e a correta definição de casos (suspeito, provável, confirmado, descartado) são cruciais para o controle da doença, baseadas em critérios clínicos e epidemiológicos, e confirmadas por diagnóstico laboratorial. O diagnóstico laboratorial de Mpox é realizado principalmente por teste molecular (qPCR e/ou sequenciamento) a partir de amostras de lesões cutâneas. A fisiopatologia da doença envolve a replicação viral e a formação de lesões que progridem de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e, finalmente, crostas. A escolha do material biológico para coleta é fundamental para a sensibilidade do teste. Em fases mais tardias da doença, quando as lesões já estão secas, as crostas representam um material valioso para a detecção viral. É importante coletar as crostas mais recentes ou menos secas, pois contêm maior carga viral. O sangue não é o material de escolha devido à viremia transitória e à menor sensibilidade. O manejo dos casos envolve isolamento, tratamento de suporte e, em casos graves, antivirais específicos. A compreensão da dinâmica da doença e das técnicas de coleta é essencial para um diagnóstico preciso e um controle eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a definição de caso confirmado de Monkeypox?

Um caso confirmado é um indivíduo que atende à definição de caso provável e tem confirmação laboratorial para o vírus da Monkeypox por teste molecular (qPCR e/ou sequenciamento), independentemente do histórico de viagem.

Qual o melhor material biológico para detecção do vírus Monkeypox?

O material preferencial para detecção do Poxvirus são as amostras de lesões cutâneas (líquido de vesículas/pústulas, teto de lesões ou crostas). Sangue não é o melhor material, pois a viremia é transitória e nem sempre coincide com o aparecimento das lesões.

Como deve ser realizada a coleta de crostas de lesões para diagnóstico de Monkeypox?

As crostas devem ser coletadas preferencialmente as menos secas, ou seja, aquelas em fase mais inicial de cicatrização. Devem ser raspadas e acondicionadas em tubo estéril seco, sem meio de transporte, para posterior análise por PCR.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo