UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente de 49 anos, ciclos menstruais irregulares há 1 ano, apresentando ondas de calor, suores noturnos e insônia procura a UBS (Unidade Básica de Saúde) queixando-se de "menopausa". Qual (is) exame (s) laboratorial (is) poderia (m) confirmar a hipótese diagnóstica?
Menopausa: ↑ FSH > 25-40 mUI/mL e ↓ Estradiol confirmam o diagnóstico em mulheres sintomáticas.
O diagnóstico de menopausa é clínico, mas exames laboratoriais são úteis para confirmação, especialmente em casos atípicos ou para diferenciar de outras condições. A elevação do FSH ocorre devido à falência ovariana e consequente perda do feedback negativo do estradiol, que estará diminuído.
A menopausa é um marco biológico na vida da mulher, definido retrospectivamente após 12 meses consecutivos de amenorreia, sem outra causa patológica. Ocorre geralmente entre 45 e 55 anos, com idade média de 51 anos no Brasil. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas e na história menstrual, mas a confirmação laboratorial é valiosa em cenários de dúvida diagnóstica ou para exclusão de outras condições. Do ponto de vista fisiopatológico, a menopausa reflete a exaustão dos folículos ovarianos, resultando em diminuição da produção de estrogênios, principalmente estradiol. Essa redução hormonal leva à perda do feedback negativo sobre a hipófise, causando um aumento compensatório e sustentado dos níveis de FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e, em menor grau, de LH (Hormônio Luteinizante). A dosagem de FSH acima de 25-40 mUI/mL, juntamente com níveis baixos de estradiol, é o padrão-ouro laboratorial para confirmar a insuficiência ovariana. Para residentes, é crucial saber que a dosagem de FSH e estradiol é a combinação mais indicada para a confirmação laboratorial da menopausa. Outros exames como TSH e Prolactina são importantes para o diagnóstico diferencial de irregularidades menstruais e sintomas como fadiga e alterações de humor, que podem ser causados por disfunções tireoidianas ou hiperprolactinemia, respectivamente. A compreensão desses marcadores hormonais é essencial para o manejo adequado das pacientes no climatério.
Os sintomas clássicos incluem irregularidades menstruais, ondas de calor (fogachos), suores noturnos, insônia, secura vaginal e alterações de humor, que surgem devido à diminuição da produção hormonal ovariana.
O FSH é mais sensível porque seus níveis se elevam significativamente em resposta à falência ovariana e à baixa produção de estradiol, que perde seu efeito de feedback negativo. O estradiol pode flutuar na perimenopausa, tornando sua dosagem isolada menos confiável.
TSH e Prolactina devem ser considerados para excluir outras causas de irregularidades menstruais e sintomas inespecíficos, como disfunção tireoidiana ou hiperprolactinemia, que podem mimetizar sintomas do climatério.
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