Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Paciente de 52 anos sem menstruar há 8 meses. O exame laboratorial, que confirma o estado menopausal é:
Menopausa: amenorreia >12 meses + FSH >25-40 mUI/mL (ou >40 mUI/mL).
O diagnóstico laboratorial da menopausa é confirmado pela elevação do FSH, refletindo a falência ovariana e a ausência de feedback negativo do estrogênio. Embora o estradiol esteja baixo, o FSH é o marcador mais sensível e específico para confirmar o estado menopáusico em mulheres com amenorreia.
A menopausa é definida como a cessação permanente da menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos de amenorreia, sem outra causa patológica ou fisiológica evidente. Geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, com uma idade média de 51 anos. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas exames laboratoriais são cruciais para confirmar o estado menopáusico e diferenciar de outras causas de amenorreia, sendo um tema frequente em provas de residência. A fisiopatologia da menopausa envolve a exaustão da reserva folicular ovariana, levando à diminuição da produção de estrogênios e progesterona. Essa redução hormonal remove o feedback negativo sobre a hipófise, resultando em um aumento compensatório dos níveis de FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e, em menor grau, de LH (Hormônio Luteinizante). O FSH é o marcador laboratorial mais sensível e específico para o diagnóstico, com valores geralmente superiores a 25-40 mUI/mL. O manejo da menopausa foca no alívio dos sintomas vasomotores, urogenitais e na prevenção de complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma opção eficaz para muitas mulheres, mas deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios. É fundamental que o residente compreenda os critérios diagnósticos e as opções terapêuticas para oferecer um cuidado adequado.
O principal exame laboratorial para confirmar a menopausa é a dosagem do Hormônio Folículo Estimulante (FSH). Níveis elevados de FSH, geralmente acima de 25-40 mUI/mL, em conjunto com amenorreia por 12 meses, são diagnósticos.
O FSH se eleva na menopausa devido à falência ovariana. Os ovários param de produzir estrogênio e progesterona, removendo o feedback negativo sobre a hipófise, que então aumenta a produção de FSH na tentativa de estimular os ovários.
O estradiol estará baixo na menopausa, mas sua dosagem isolada não é tão específica quanto o FSH. O hormônio anti-mulleriano (AMH) reflete a reserva ovariana e diminui progressivamente com a idade, sendo um bom preditor da menopausa, mas não o critério diagnóstico principal.
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