TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Sobre os achados laboratoriais no lúpus eritematoso sistêmico (LES), assinale a alternativa CORRETA:
LES com FAN negativo é raro; se suspeita clínica alta → solicitar Anti-Ro/SSA.
O FAN é altamente sensível para LES, mas pouco específico. Casos raros de FAN negativo podem ocorrer, frequentemente associados ao anticorpo Anti-Ro.
O diagnóstico do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) baseia-se em uma combinação de achados clínicos e laboratoriais. O FAN (Fator Antinuclear) funciona como um teste de triagem devido à sua altíssima sensibilidade; um resultado negativo torna o diagnóstico de LES muito improvável, embora não impossível. A especificidade diagnóstica é conferida por anticorpos como o Anti-Sm e o Anti-dsDNA. É fundamental que o clínico saiba distinguir entre anticorpos de diagnóstico (como o Anti-Sm) e anticorpos de seguimento (como o Anti-dsDNA), além de reconhecer associações clínicas específicas, como o Anti-Ro com lúpus cutâneo subagudo e lúpus neonatal.
Embora o FAN seja positivo em mais de 95-99% dos pacientes com LES, o 'lúpus FAN-negativo' é uma entidade rara. Nesses casos, a positividade para o anticorpo Anti-Ro (SSA) é comum. Historicamente, alguns desses casos eram negativos devido à técnica de substrato (fígado de rato), mas com o uso de células HEp-2, a negatividade tornou-se ainda mais excepcional.
O anticorpo Anti-Sm é considerado o marcador mais específico para o Lúpus Eritematoso Sistêmico. Sua presença é quase patognomônica da doença, fazendo parte dos critérios classificatórios do ACR/EULAR. No entanto, sua sensibilidade é baixa (cerca de 10-30%) e seus níveis não costumam flutuar com a atividade da doença, ao contrário do Anti-dsDNA.
O anticorpo Anti-dsDNA é o principal marcador laboratorial de atividade lúpica, especialmente relacionado à nefrite lúpica. Além dele, a queda nos níveis de complemento (C3 e C4) é um indicador fidedigno de consumo por imunocomplexos durante os períodos de exacerbação da doença.
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