SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Segundo a OMS, a cada ano nascem, no Brasil, cerca de 2.500 crianças portadoras de doença falciforme (DF). Em funções relacionadas à hemoglobinopatia, 20% delas não vão atingir 5 anos de idade.
Diagnóstico DF = detecção HbS + outras frações na eletroforese de hemoglobina.
A eletroforese de hemoglobina é crucial para o diagnóstico definitivo da doença falciforme, identificando a presença da hemoglobina S (HbS) e suas combinações com outras hemoglobinas anormais, como C, D, ou beta-talassemia. A triagem neonatal é fundamental para o início precoce do acompanhamento e tratamento.
A doença falciforme (DF) é a hemoglobinopatia hereditária mais comum no Brasil, com alta morbimortalidade, especialmente em crianças. É uma condição autossômica recessiva caracterizada pela produção de hemoglobina S (HbS), que polimeriza em condições de hipóxia, causando a falcização dos eritrócitos e levando a anemia hemolítica crônica, crises vaso-oclusivas e disfunção orgânica. A detecção precoce através da triagem neonatal é crucial para a intervenção e melhora do prognóstico. A fisiopatologia da DF envolve a falcização dos eritrócitos, que se tornam rígidos e aderentes, obstruindo pequenos vasos sanguíneos e causando isquemia e infarto tecidual. O diagnóstico laboratorial definitivo é feito pela eletroforese de hemoglobina ou HPLC, que identificam a presença de HbS e suas combinações com outras hemoglobinas anormais (ex: HbC, beta-talassemia). A triagem neonatal com teste do pezinho é a principal ferramenta para identificar recém-nascidos afetados. O tratamento da DF é multidisciplinar e visa prevenir complicações, aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida. Inclui profilaxia de infecções (penicilina até os 5 anos), vacinação completa, uso de hidroxiureia para reduzir crises vaso-oclusivas, transfusões sanguíneas e, em casos selecionados, transplante de medula óssea. O acompanhamento regular em centros especializados é fundamental para monitorar a doença e suas manifestações.
O diagnóstico da doença falciforme é primariamente realizado pela eletroforese de hemoglobina ou por cromatografia líquida de alta performance (HPLC), que detectam a presença da hemoglobina S (HbS) e suas associações.
A triagem neonatal permite o diagnóstico precoce da doença falciforme, possibilitando o início imediato de medidas profiláticas, como a penicilina, e o acompanhamento especializado, reduzindo a morbimortalidade infantil.
O traço falciforme (HbAS) indica que o indivíduo é portador de um gene da hemoglobina S, geralmente assintomático. A doença falciforme (HbSS, HbSC, HbS/beta-talassemia) ocorre quando há dois genes anormais, manifestando a patologia.
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