HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
A infecção por dengue causa uma doença com amplo espectro clínico, podendo apresentar-se como uma infecção inaparente ou evoluir rapidamente para um quadro de hemorragia e choque. Sobre o diagnóstico laboratorial da doença é correto afirmar que:
Dengue: Sorologia (IgM/IgG) a partir do 6º dia de sintomas; NS1 nos primeiros 5 dias.
O diagnóstico laboratorial da dengue varia conforme a fase da doença. Nos primeiros 5 dias, o antígeno NS1 e o PCR são úteis. A partir do 6º dia, a sorologia para IgM e IgG anti-dengue se torna mais sensível e específica, sendo crucial para a confirmação.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com um espectro clínico que varia de infecção assintomática a formas graves com choque e hemorragia. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A compreensão dos métodos diagnósticos e seu timing é crucial para estudantes e profissionais de medicina. O diagnóstico laboratorial da dengue depende da fase da doença. Nos primeiros 5 dias (fase virêmica), a detecção do antígeno NS1 e a pesquisa de RNA viral por RT-PCR são os métodos de escolha. Após o 6º dia de sintomas (fase de recuperação), a sorologia para detecção de anticorpos IgM e IgG anti-dengue torna-se mais sensível e específica, sendo o método preferencial para confirmação. É importante ressaltar que alterações no hemograma, como trombocitopenia e aumento do hematócrito, são marcadores de gravidade e devem ser monitorados, mas não são diagnósticos etiológicos da dengue. O isolamento viral é um método de pesquisa e não de rotina. O conhecimento dessas nuances é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
Nos primeiros 5 dias de sintomas, o antígeno NS1 e a detecção de RNA viral por PCR são os métodos mais indicados para o diagnóstico da dengue devido à alta viremia.
A sorologia para detecção de anticorpos IgM e IgG anti-dengue deve ser solicitada a partir do sexto dia do início dos sintomas, pois antes disso os níveis podem ser indetectáveis ou muito baixos.
O hemograma é crucial para monitorar a evolução da dengue, especialmente o hematócrito (para evidenciar extravasamento plasmático) e a contagem de plaquetas (para risco de sangramento), mas não é diagnóstico etiológico.
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