FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015
Em paciente de 42 anos, com queixas de fogachos, labilidade emocional e irregularidade menstrual, a hipótese diagnóstica é de síndrome do climatério. Para a confirmação diagnóstica devemos realizar:
Climatério/menopausa → ↓ Estradiol e ↑ FSH (devido à falência ovariana).
A síndrome do climatério é um diagnóstico clínico, mas para confirmação laboratorial, especialmente em casos atípicos ou para diferenciar de outras condições, a dosagem de FSH e estradiol é essencial. O FSH elevado e o estradiol baixo confirmam a falência ovariana.
A síndrome do climatério abrange o período de transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva da mulher, culminando na menopausa (última menstruação). É um processo fisiológico que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, mas pode variar. A importância clínica reside no impacto significativo dos sintomas vasomotores, psicológicos e geniturinários na qualidade de vida, além do aumento do risco de osteoporose e doenças cardiovasculares a longo prazo. A fisiopatologia central é a falência ovariana, com esgotamento dos folículos e consequente diminuição da produção de estrogênios, principalmente o estradiol. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos em mulheres na faixa etária apropriada. No entanto, para confirmação laboratorial, especialmente em casos de menopausa precoce ou para diferenciar de outras causas de irregularidade menstrual, a dosagem hormonal é crucial. O perfil típico é de FSH elevado (geralmente >25-40 mUI/mL) e estradiol baixo (<20-30 pg/mL). O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, sendo a Terapia Hormonal (TH) a mais eficaz para os sintomas vasomotores e atrofia urogenital. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios, especialmente em relação à idade e ao tempo desde a menopausa. Outras opções incluem terapias não hormonais e modificações no estilo de vida.
Os principais sintomas incluem fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, irregularidade menstrual, secura vaginal, labilidade emocional, distúrbios do sono e diminuição da libido, resultantes da deficiência estrogênica.
O FSH (Hormônio Folículo Estimulante) aumenta significativamente no climatério devido à falência ovariana, que resulta em menor produção de estrogênio. A ausência do feedback negativo do estrogênio sobre a hipófise leva ao aumento compensatório do FSH.
O estradiol, principal estrogênio produzido pelos ovários, diminui drasticamente durante o climatério e menopausa. Sua dosagem, em conjunto com o FSH, confirma a deficiência estrogênica e a falência ovariana.
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