Anemia Ferropriva em Lactentes: Diagnóstico Laboratorial

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020

Enunciado

Lactente, com 20 meses de idade é atendida em uma Unidade Básica de Saúde por apresentar palidez, falta de apetite, pica e dificuldade de ganhar peso observado nos últimos 2 meses. Além da observação, no hemograma da dosagem de hemoglobina e hematimetria, que outros parâmetros e exames, com seus respectivos resultados, confirmarão uma anemia carencial?

Alternativas

  1. A) morfologia das hemácias: normocítica e normocrômica, ferritina baixa, ferro sérico normal, capacidade de ligação do ferro baixa, saturação de transferrina normal.
  2. B) morfologia das hemácias: microcítica e hipocrômica, ferritina baixa, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro elevada, saturação de transferrina baixa.
  3. C) morfologia das hemácias: microcítica e hipocrômica, ferritina baixa, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro baixa, saturação de transferrina elevada.
  4. D) morfologia das hemácias: microcítica e hipocrômica, ferritina baixa, ferro sérico baixo, capacidade de ligação do ferro baixa, saturação de transferrina baixa.

Pérola Clínica

Anemia ferropriva: microcítica/hipocrômica, ferritina ↓, ferro sérico ↓, CTLF ↑, saturação transferrina ↓.

Resumo-Chave

A anemia ferropriva é a anemia carencial mais comum em lactentes, especialmente após os 6 meses com introdução alimentar inadequada. Os parâmetros laboratoriais refletem a deficiência de ferro, essencial para a síntese de hemoglobina, levando a hemácias menores e menos coradas.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente crianças pequenas e gestantes. Em lactentes, a introdução alimentar inadequada e a baixa ingestão de ferro são as principais causas, com pico de incidência entre 6 e 24 meses de idade. É crucial para residentes e estudantes de medicina saber identificar e tratar essa condição para prevenir impactos negativos no desenvolvimento infantil. O diagnóstico da anemia ferropriva baseia-se na clínica e em exames laboratoriais. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica. A confirmação laboratorial envolve a avaliação do metabolismo do ferro: ferritina sérica baixa (refletindo estoques de ferro), ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (CTLF) elevada (indicando maior 'fome' por ferro) e saturação de transferrina baixa. Esses parâmetros, em conjunto, fornecem um quadro claro da deficiência. O tratamento consiste na suplementação de ferro oral, com acompanhamento para verificar a resposta hematológica. A prevenção é fundamental e inclui o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, introdução alimentar rica em ferro e, em alguns casos, suplementação profilática. A identificação precoce e o manejo adequado são essenciais para evitar sequelas no desenvolvimento cognitivo e motor da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas mais comuns da anemia ferropriva em lactentes?

Os sinais e sintomas incluem palidez cutaneomucosa, fadiga, irritabilidade, falta de apetite, pica (desejo por substâncias não alimentares como terra ou gelo) e dificuldade no ganho de peso. Em casos mais graves, pode haver atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

Por que a ferritina sérica é um marcador importante na anemia ferropriva?

A ferritina sérica é o principal marcador dos estoques de ferro do organismo. Níveis baixos de ferritina indicam depleção dos estoques de ferro, sendo um dos primeiros parâmetros a se alterar na deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento da anemia franca.

Como diferenciar a anemia ferropriva de outras anemias microcíticas?

A anemia ferropriva se caracteriza por microcitose e hipocromia, com ferritina e ferro sérico baixos, CTLF elevada e saturação de transferrina baixa. Outras anemias microcíticas, como as talassemias, geralmente apresentam ferritina normal ou elevada e outros marcadores genéticos ou morfológicos específicos.

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