UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Homem, 45a, trazido ao Hospital após resgate em porão de loja comercial durante um incêndio, queixa-se de náuseas e cefaleia. Exame físico: confuso, PA= 115x75 mmHg, FC= 114 bpm, FR= 24 irpm, Oximetria de pulso (com máscara) = 100%. A CONDIÇÃO QUE AUXILIARÁ NO DIAGNÓSTICO DE INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO É:
Intoxicação por CO → Oximetria de pulso normal (100%) é enganosa; requer CO-oximetria para medir carboxi-hemoglobina.
A oximetria de pulso convencional mede a saturação de oxigênio da hemoglobina, mas não diferencia a oxi-hemoglobina da carboxi-hemoglobina. Em casos de intoxicação por monóxido de carbono, a SpO2 pode estar falsamente elevada, sendo essencial a CO-oximetria para medir a carboxi-hemoglobina.
A intoxicação por monóxido de carbono (CO) é uma emergência médica comum, especialmente em vítimas de incêndio ou exposição a gases de combustão. O CO é um gás inodoro e incolor, o que o torna particularmente perigoso. Sua alta afinidade pela hemoglobina, cerca de 200 a 250 vezes maior que a do oxigênio, leva à formação de carboxi-hemoglobina (COHb), prejudicando o transporte de oxigênio aos tecidos. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas, que incluem cefaleia, náuseas, tontura e confusão mental. A oximetria de pulso convencional é uma armadilha diagnóstica, pois pode apresentar valores normais ou até elevados de saturação de oxigênio, uma vez que não distingue a oxi-hemoglobina da carboxi-hemoglobina. A CO-oximetria é o método diagnóstico definitivo, medindo diretamente os níveis de COHb. O tratamento principal é a administração de oxigênio a 100% por máscara não reinalante, visando acelerar a dissociação do CO da hemoglobina. Em casos graves, como coma, convulsões, acidose metabólica ou níveis muito elevados de COHb, a oxigenoterapia hiperbárica pode ser indicada para reduzir a meia-vida do COHb e prevenir sequelas neurológicas.
Os sintomas são inespecíficos e podem incluir cefaleia, náuseas, tontura, confusão mental, fraqueza e, em casos graves, coma e morte. A apresentação pode mimetizar outras condições, dificultando o diagnóstico.
O oxímetro de pulso mede a absorção de luz por diferentes formas de hemoglobina, mas não consegue diferenciar a oxi-hemoglobina da carboxi-hemoglobina. Isso resulta em leituras falsamente elevadas de SpO2, mascarando a hipóxia tecidual.
O exame padrão-ouro é a CO-oximetria, que mede diretamente os níveis de carboxi-hemoglobina (COHb) no sangue arterial ou venoso. Este exame é crucial para confirmar o diagnóstico e quantificar a gravidade da intoxicação.
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