PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
Com relação ao diagnóstico da Insuficiência Hepática Aguda (IHA), assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.( ) Na anamnese, não é possível indicar a etiologia da IHA nem sugerir uma possível abordagem específica.( ) No exame físico, é importante definir o grau de encefalopatia hepática e a presença de estigmas de doença crônica.( ) Todos os pacientes com IHA precisam de monitoração hemodinâmica contínua, necessariamente em Unidade de Terapia Intensiva.( ) Não é necessário realizar exames de imagem para visualização das veias hepáticas nem da veia porta, pois não é preciso avaliar detalhadamente o fígado.Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Diagnóstico IHA: Anamnese + Exame Físico (encefalopatia, estigmas) são cruciais; Imagem é essencial; Monitorização em UTI é padrão para IHA grave.
O diagnóstico da Insuficiência Hepática Aguda (IHA) exige uma anamnese detalhada para identificar a etiologia e um exame físico minucioso para graduar a encefalopatia e buscar estigmas de doença crônica. Exames de imagem são indispensáveis para avaliar o parênquima e o sistema vascular hepático. Pacientes com IHA grave, especialmente com encefalopatia, necessitam de monitorização intensiva em UTI.
A Insuficiência Hepática Aguda (IHA) é uma síndrome grave caracterizada por disfunção hepática rápida em um paciente sem doença hepática preexistente, manifestada por coagulopatia e encefalopatia. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo e prognóstico. A anamnese é a primeira e uma das mais importantes etapas, permitindo identificar potenciais etiologias como intoxicações medicamentosas (ex: paracetamol), hepatites virais, doenças autoimunes ou causas isquêmicas. Ignorar a anamnese é um erro grave, pois a etiologia muitas vezes direciona a terapia específica. No exame físico, a avaliação do grau de encefalopatia hepática é prioritária, pois reflete a gravidade da disfunção cerebral e a necessidade de monitorização intensiva. A busca por estigmas de doença hepática crônica (ex: aranhas vasculares, eritema palmar, ascite) é crucial para diferenciar a IHA de uma agudização de doença crônica, o que impacta o prognóstico e a elegibilidade para transplante. A monitorização hemodinâmica contínua em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é frequentemente necessária para pacientes com IHA grave, devido ao risco de instabilidade hemodinâmica, edema cerebral e falência de múltiplos órgãos. Exames de imagem, como a ultrassonografia com Doppler, são indispensáveis para a avaliação detalhada do fígado e do sistema vascular, permitindo identificar causas estruturais ou vasculares (ex: trombose de veia porta ou hepática) e avaliar o parênquima. Portanto, a abordagem diagnóstica da IHA é multifacetada, exigindo uma integração cuidadosa de dados clínicos, laboratoriais e de imagem para um manejo eficaz.
Na anamnese, é fundamental investigar uso de medicamentos (especialmente paracetamol), exposição a toxinas, histórico de hepatites virais, doenças autoimunes, consumo de álcool e sintomas prodrômicos. Isso pode direcionar a investigação etiológica e a conduta.
A encefalopatia hepática é um marcador crucial da gravidade da IHA e um fator prognóstico. Sua graduação (de I a IV) orienta a necessidade de internação em UTI, o manejo e a consideração para transplante hepático.
A ultrassonografia com Doppler do fígado e vasos hepáticos é essencial para avaliar o parênquima hepático, excluir obstruções biliares, e identificar causas vasculares como a Síndrome de Budd-Chiari. A tomografia ou ressonância podem ser úteis em casos específicos.
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