FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Com relação à Insuficiência cardíaca podemos afirmar que:
Diagnóstico e manejo da IC exigem anamnese, exame físico detalhado, investigação etiológica e avaliação renal (creatinina).
A insuficiência cardíaca é uma síndrome complexa que exige uma abordagem diagnóstica e de manejo multifacetada. A anamnese e o exame físico são fundamentais para identificar sinais de baixo débito e congestão, enquanto a investigação de fatores de risco e a avaliação da função renal são cruciais para o prognóstico e tratamento.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, com alta prevalência, especialmente em idosos, e representa um desafio significativo para a saúde pública. O diagnóstico da IC é multifacetado, iniciando-se com uma anamnese e exame físico minuciosos, buscando sinais de baixo débito cardíaco (fadiga, dispneia aos esforços) e fenômenos congestivos (dispneia paroxística noturna, edema, estertores pulmonares). A investigação de fatores de risco como hipertensão, diabetes, doença coronariana e uso de substâncias é essencial. Exames complementares como ECG, ecocardiograma e peptídeos natriuréticos auxiliam na confirmação e estratificação. O manejo da IC envolve tratamento da causa subjacente, otimização farmacológica (inibidores da ECA, betabloqueadores, diuréticos, etc.) e não farmacológica. A avaliação da função renal através da dosagem de creatinina é indispensável, pois a disfunção renal é comum na IC grave e impacta diretamente o prognóstico e a resposta ao tratamento, exigindo ajustes terapêuticos.
O diagnóstico se baseia em anamnese detalhada (sintomas de baixo débito e congestão), exame físico (sinais de congestão pulmonar e sistêmica) e exames complementares para confirmar etiologia e diagnóstico diferencial.
A insuficiência renal é comum em pacientes com IC grave e está associada a descompensações, menor resposta terapêutica e pior prognóstico, tornando a dosagem de creatinina indispensável para monitoramento.
Antecedentes de cardiopatias congênitas ou adquiridas, febre reumática, doença de Chagas, doença coronariana, hipertensão, diabetes, alcoolismo, uso de drogas e quimioterápicos são importantes.
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