AVC Agudo: Intervenção Inicial e Diagnóstico por Imagem

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 65 anos, apresenta-se ao pronto atendimento com queixa de início súbito de fraqueza no braço e na perna direita. Ao exame físico, o paciente demonstra incapacidade de levantar o braço direito e arrasta o pé direito ao caminhar, há dificuldade para falar, com disartria evidente. Foi mantido sob monitorização, completa da anamnese e exame físico direcionados, glicemia capilar realizada sem alterações significativas. Qual é a intervenção inicial mais apropriada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Realização de angiografia cerebral.
  2. B) Administração de ácido acetilsalicílico.
  3. C) Administração de trombolítico intravenoso.
  4. D) Realização de tomografia computadorizada de crânio sem contraste.

Pérola Clínica

Suspeita de AVC agudo → TC de crânio sem contraste URGENTE para excluir hemorragia antes de trombolisar.

Resumo-Chave

Em um paciente com início súbito de déficits neurológicos sugestivos de AVC, a prioridade é realizar uma tomografia computadorizada de crânio sem contraste. Este exame é fundamental para diferenciar um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico, pois a conduta terapêutica (especialmente a trombólise) é drasticamente diferente e contraindicada na presença de sangramento.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico do paciente. O caso descreve um paciente de 65 anos com início súbito de déficits neurológicos focais (fraqueza unilateral, disartria), altamente sugestivos de AVC. A epidemiologia do AVC mostra que a maioria dos casos é de natureza isquêmica, mas a diferenciação com o AVC hemorrágico é vital. A fisiopatologia do AVC isquêmico envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à interrupção do fluxo sanguíneo e à morte neuronal. O diagnóstico clínico é feito pela história e exame físico, mas a confirmação e a diferenciação do tipo de AVC dependem de exames de imagem. A glicemia capilar é um passo inicial importante para descartar hipoglicemia, que pode simular um AVC. A intervenção inicial mais apropriada e crítica é a realização de uma tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste. Este exame é rápido e eficaz para excluir a presença de hemorragia intracraniana. A exclusão de sangramento é um pré-requisito absoluto para a administração de terapia trombolítica intravenosa (como o alteplase), que é o tratamento de escolha para o AVC isquêmico agudo dentro da janela terapêutica. Administrar um trombolítico na presença de hemorragia seria catastrófico. Portanto, para residentes, a sequência correta de avaliação e a prioridade da TC de crânio são conhecimentos fundamentais no manejo de emergência do AVC.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta de um AVC?

Os sinais de alerta de um AVC incluem fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade súbita para falar ou entender a fala (disartria, afasia), confusão, dificuldade súbita para enxergar, tontura súbita, perda de equilíbrio ou dor de cabeça intensa e súbita.

Por que a tomografia computadorizada de crânio é a primeira intervenção no AVC agudo?

A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é a primeira intervenção porque permite diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um AVC hemorrágico. Essa distinção é crucial, pois a trombólise, tratamento padrão para AVC isquêmico, é contraindicada em casos de hemorragia, podendo agravar o quadro.

Qual a importância da glicemia capilar no manejo inicial do AVC?

A glicemia capilar é importante para descartar hipoglicemia como causa dos sintomas neurológicos, que pode mimetizar um AVC. A correção da hipoglicemia pode reverter os sintomas, enquanto a hiperglicemia também deve ser controlada, pois pode piorar o prognóstico do AVC.

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