Fluxograma de Diagnóstico e Encaminhamento no HIV

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012

Enunciado

Uma mulher de 23 anos de idade, casada, do lar e nuligesta, iniciou atividade sexual há 3 anos, após casamento. No momento, essa mulher está em tratamento para condilomatose vulvar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e apresenta boa evolução. Ela não mantém relações extraconjuguais, seu marido é saudável e não tem histórico de doença sexualmente transmissível (DST) e (ou) uso de drogas injetáveis. Após aconselhamento, realizou sorologia para HIV e o resultado foi positivo. Diante disso, foi solicitada pesquisa sorológica para HIV em nova amostra sanguínea. A paciente retorna hoje à UBS para conhecer o resultado. Ambas as amostras foram processadas no mesmo laboratório e seus resultados são apresentados nas figuras a seguir: Nessa situação, que conduta deve ser adotada para a paciente?

Alternativas

  1. A) Solicitar contagem de linfócitos T- CD4+.
  2. B) Solicitar contagem de linfócitos T - CD4+ e a quantificação da Carga Viral do HIV.
  3. C) Encaminhar a paciente para o Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS.
  4. D) Solicitar análise sorológica para HIV, em uma nova amostra sanguínea, pela técnica de Western Blot.
  5. E) Solicitar análise sorológica para HIV, em uma nova amostra sanguínea, pela técnica de Imunofluorescência indireta.

Pérola Clínica

HIV confirmado (2 amostras reagentes) → Encaminhar ao SAE para início imediato de TARV e seguimento.

Resumo-Chave

Após a confirmação laboratorial da infecção pelo HIV (duas amostras reagentes conforme o fluxograma), o paciente deve ser vinculado ao serviço especializado para início da terapia antirretroviral.

Contexto Educacional

O diagnóstico de HIV mudou drasticamente com a política de 'Testar e Tratar'. Assim que a infecção é confirmada por dois testes reagentes, o objetivo primordial é o início precoce da Terapia Antirretroviral (TARV), independentemente da contagem de CD4. Isso visa não apenas o benefício individual (redução de morbimortalidade), mas também o benefício coletivo (Indetectável = Intransmissível). No caso apresentado, a paciente já possui duas amostras reagentes, o que encerra a fase diagnóstica. O próximo passo é a vinculação ao cuidado especializado (SAE) para exames de linha de base (Carga Viral, CD4, genotipagem se indicado) e início do tratamento. O acolhimento e o aconselhamento são fundamentais para garantir a adesão ao tratamento crônico.

Perguntas Frequentes

Como é confirmado o diagnóstico de HIV no Brasil?

O diagnóstico é realizado seguindo fluxogramas do Ministério da Saúde. Geralmente, utiliza-se um teste inicial (imunoensaio ou teste rápido). Se reagente, realiza-se um segundo teste de metodologia diferente ou uma segunda amostra. Se ambos forem reagentes, o diagnóstico está confirmado. Em muitos cenários de Atenção Básica, dois testes rápidos positivos de fabricantes diferentes já confirmam a infecção.

Qual o papel do SAE no manejo do paciente com HIV?

O Serviço de Assistência Especializada (SAE) é responsável pelo acompanhamento clínico-laboratorial longitudinal, realização de exames de carga viral e CD4, e prescrição da Terapia Antirretroviral (TARV). Embora a Atenção Básica possa manejar casos estáveis, o encaminhamento inicial para especialistas é a conduta padrão para estruturar o plano terapêutico.

Por que investigar HIV em pacientes com condilomatose?

A condilomatose (HPV) é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). A presença de uma IST é um marcador de comportamento de risco ou vulnerabilidade, indicando a necessidade de rastreio para outras ISTs, como HIV, Sífilis e Hepatites Virais, conforme o princípio da 'oportunidade diagnóstica'.

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