HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Na avaliação clínica do paciente com suspeita de infecção por HIV, deve-se considerar alguns conceitos e conhecimentos. Sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
PrEP + viremia baixa HIV → confirmar antes TARV, alto risco falso positivo.
Em pacientes em PrEP, a detecção de viremia com baixas cópias virais (mesmo >100 cópias/ml) pode ser um falso positivo ou um "blip" viral. A confirmação é crucial antes de iniciar a TARV, devido às implicações de um diagnóstico incorreto e ao fato de que a PrEP pode mascarar a viremia inicial em uma infecção recente.
O diagnóstico da infecção por HIV evoluiu significativamente, com algoritmos que visam a detecção precoce, inclusive na fase aguda. A infecção aguda, ou síndrome retroviral aguda, é um período de alta viremia e alta transmissibilidade, mas com testes de anticorpos frequentemente negativos. A identificação precoce permite o início da terapia antirretroviral (TARV), que melhora o prognóstico individual e reduz a transmissão. Para a suspeita de infecção aguda, a investigação deve incluir testes de alta sensibilidade, como a dosagem viral por RT-PCR (carga viral) e testes de 4ª geração (antígeno p24 e anticorpos). A detecção do antígeno p24 e/ou da carga viral é fundamental antes da soroconversão. Os algoritmos atuais buscam maximizar a detecção, mas é preciso cautela em situações específicas. A alternativa D está incorreta porque, em pacientes em uso de PrEP, a detecção de viremia, mesmo que em baixas cópias (>100 cópias/ml), deve ser valorizada e investigada como possível falha da PrEP ou infecção recente. A PrEP pode atenuar a viremia, mas não a elimina. A confirmação é importante, mas a afirmação de "alta taxa de falsos positivos" para viremia detectável acima de 100 cópias/ml em PrEP é enganosa; na verdade, pode indicar uma infecção em curso que requer TARV imediata e não apenas confirmação para descartar falso positivo. O início da TARV deve ser considerado rapidamente após a confirmação, sem atrasos.
Para a infecção aguda, são indicados testes de alta sensibilidade como a dosagem viral por RT-PCR (carga viral) e testes de 4ª geração que detectam tanto o antígeno p24 quanto anticorpos, pois os anticorpos podem ainda não ter se desenvolvido.
A PrEP pode suprimir a replicação viral inicial, levando a viremias de baixo nível e atrasando a soroconversão, o que pode dificultar o diagnóstico e aumentar a chance de resultados inconclusivos ou falsos positivos em testes de carga viral.
A confirmação é crucial para evitar o início desnecessário de TARV devido a falsos positivos ou "blips" virais, que podem ocorrer em pacientes em PrEP sem infecção estabelecida. Um diagnóstico incorreto tem implicações significativas para o paciente.
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