PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Para o médico na emergência que recebe um paciente com dor torácica, e precisa estabelecer ou afastar o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, marque a alternativa incorreta:
Troponina positiva ≠ IAM isolado; sempre correlacionar com clínica, ECG e probabilidade pré-teste.
A elevação da troponina é um marcador de lesão miocárdica, mas não é exclusiva de IAM. Outras condições cardíacas e não cardíacas podem elevá-la, exigindo uma avaliação clínica abrangente para o diagnóstico correto.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente, sendo uma emergência médica que exige reconhecimento e manejo rápidos. Sua incidência é maior em indivíduos com fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo e histórico familiar. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar terapias de reperfusão e minimizar a lesão miocárdica, impactando diretamente o prognóstico do paciente. O diagnóstico de IAM é multifatorial, baseando-se na apresentação clínica (dor torácica típica), alterações eletrocardiográficas (supra/infra de ST, inversão de onda T, ondas Q patológicas) e elevação e/ou queda dos biomarcadores cardíacos, especialmente a troponina de alta sensibilidade. É fundamental considerar o contexto clínico e os diagnósticos diferenciais da dor torácica, que incluem condições cardíacas não isquêmicas (miocardite, pericardite, tamponamento), pulmonares (TEP, pneumotórax), gastroesofágicas (espasmo esofágico, DRGE) e vasculares (dissecção aórtica). A interpretação da troponina deve ser cuidadosa: uma troponina positiva indica lesão miocárdica, mas não necessariamente isquemia. A conduta terapêutica inicial para IAM inclui oxigênio (se hipoxemia), nitratos, morfina, antiagregantes plaquetários (AAS, clopidogrel/ticagrelor/prasugrel), betabloqueadores e estatinas, além da estratégia de reperfusão (angioplastia primária ou trombólise) conforme o tipo de IAM e tempo de apresentação. O prognóstico depende da extensão da lesão e da rapidez do tratamento.
O diagnóstico de IAM requer a detecção de elevação e/ou queda de biomarcadores cardíacos (preferencialmente troponina) com pelo menos um dos seguintes: sintomas de isquemia, alterações isquêmicas no ECG, desenvolvimento de ondas Q patológicas, evidência de perda de miocárdio viável ou anormalidade de movimento da parede em exames de imagem, ou identificação de trombo coronariano por angiografia ou autópsia.
Além do IAM, a troponina pode estar elevada em condições como miocardite, insuficiência cardíaca aguda, embolia pulmonar, dissecção aórtica, sepse, doença renal crônica, taquiarritmias, contusão cardíaca e procedimentos como ablação ou cardioversão.
A diferenciação envolve a avaliação da história clínica (características da dor, fatores de risco), exame físico, eletrocardiograma (ECG) seriado e biomarcadores cardíacos. Exames complementares como radiografia de tórax, ultrassonografia e tomografia podem ser necessários para afastar causas pulmonares, gastrointestinais ou vasculares.
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