PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Com relação ao acompanhamento de um RN, filho de mãe HIV positiva, em quais períodos dos primeiros seis meses de vida deverão ser coletada as cargas virais para o HIV?
RN exposto HIV: PCR DNA/RNA ao nascimento, 14 dias, 6 semanas e 12 semanas (protocolo específico).
O diagnóstico precoce da infecção por HIV em recém-nascidos expostos é crucial para iniciar a terapia antirretroviral e melhorar o prognóstico. A coleta de carga viral (PCR para DNA/RNA) em múltiplos pontos nos primeiros meses de vida permite identificar a infecção o mais cedo possível.
A transmissão vertical do HIV, embora tenha diminuído significativamente com as medidas profiláticas, ainda representa um desafio importante na saúde pública. O acompanhamento do recém-nascido (RN) filho de mãe HIV positiva é crucial para o diagnóstico precoce da infecção e a instituição da terapia antirretroviral (TARV) em tempo hábil, o que impacta diretamente o prognóstico da criança. O diagnóstico da infecção por HIV em RNs não pode ser feito por testes sorológicos convencionais (como ELISA ou testes rápidos) devido à passagem transplacentária de anticorpos maternos, que podem persistir por até 18 meses de vida do bebê. Para o diagnóstico, são utilizados testes moleculares que detectam o material genético do vírus (DNA ou RNA do HIV) por meio da técnica de PCR. O protocolo de coleta dessas cargas virais pode variar ligeiramente entre diferentes diretrizes, mas geralmente inclui coletas ao nascimento (nas primeiras 48 horas), entre 1 e 2 meses de vida (4 a 8 semanas) e entre 4 e 6 meses de vida (16 a 24 semanas). A positividade em duas amostras distintas confirma a infecção, enquanto duas amostras negativas, sendo uma após o 4º mês de vida e a criança sem aleitamento materno, permitem a exclusão da infecção. O conhecimento detalhado desses protocolos é essencial para residentes em pediatria, infectologia e ginecologia/obstetrícia, garantindo um manejo adequado e a prevenção de complicações graves. A identificação precoce da infecção permite o início imediato da TARV, que é fundamental para suprimir a replicação viral, preservar a função imunológica e melhorar a qualidade de vida da criança exposta ao HIV.
A sorologia materna (anticorpos IgG) pode ser transferida passivamente para o recém-nascido e persistir por até 18 meses, resultando em um teste positivo mesmo na ausência de infecção. Por isso, são utilizados testes diretos para o vírus.
Os principais exames para o diagnóstico de infecção por HIV em recém-nascidos expostos são os testes de detecção de DNA ou RNA do HIV (PCR), que identificam o material genético do vírus e não são afetados pelos anticorpos maternos.
O diagnóstico precoce da infecção por HIV em recém-nascidos é fundamental para iniciar a terapia antirretroviral o mais rápido possível. Isso reduz significativamente a morbidade e mortalidade associadas à infecção, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida da criança.
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