SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
O sucesso na prevenção da transmissão vertical, principal via de aquisição do vírus da imunodeficiência humana (HIV) em pediatria, ocasionou a redução dos casos novos em crianças, especialmente em países desenvolvidos. Essa mudança de panorama ocorreu após o desenvolvimento de métodos para diagnóstico precoce da infecção e, principalmente, com o desenvolvimento de drogas antirretrovirais: I. O diagnóstico de infecção por HIV em crianças menores de 18 meses expostas ao vírus deve ser confirmado por testes de biologia molecular, como a PCR para HIV-DNA. PORQUE II. A presença de anticorpos anti-HIV em menores de 18 meses não confirma infecção, devido à transferência passiva de anticorpos maternos. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Lactentes < 18 meses: anticorpos maternos (IgG) cruzam a placenta → diagnóstico exige PCR (DNA/RNA).
A sorologia para HIV em lactentes é inconclusiva devido à persistência de anticorpos maternos transplacentários; por isso, o diagnóstico definitivo depende da detecção direta do vírus por métodos moleculares.
O manejo do recém-nascido exposto ao HIV é uma prioridade na pediatria para reduzir a transmissão vertical, que caiu drasticamente com o uso de antirretrovirais na gestação e no parto. O desafio diagnóstico reside na distinção entre a resposta imune materna e a infecção real da criança. A biologia molecular, especificamente o PCR para HIV-DNA ou a carga viral (RNA), permite a identificação precoce do material genético viral. O diagnóstico rápido possibilita o início imediato da Terapia Antirretroviral (TARV) em crianças infectadas, o que reduz significativamente a morbimortalidade e o risco de progressão para AIDS. Além do diagnóstico, o acompanhamento inclui a profilaxia com zidovudina (AZT) e a substituição do aleitamento materno por fórmula infantil.
Durante a gestação, ocorre a transferência passiva de anticorpos IgG da mãe para o feto através da placenta. Se a mãe for HIV positiva, esses anticorpos estarão presentes na circulação do bebê por até 18 meses, mesmo que a criança não esteja infectada. Portanto, um teste sorológico positivo nesse período reflete a exposição materna, não necessariamente a infecção do lactente.
Devem ser utilizados testes de biologia molecular (NAT/PCR) para detecção de DNA proviral ou RNA viral. O protocolo brasileiro recomenda a primeira coleta entre 4 a 6 semanas de vida. Se o resultado for detectável, uma segunda amostra deve ser coletada imediatamente para confirmação. Dois exames positivos confirmam a infecção.
A exclusão da infecção em crianças não amamentadas ocorre com dois testes de biologia molecular negativos (o primeiro após 4 semanas e o segundo após 4 meses de vida). Após os 18 meses, a ausência de anticorpos anti-HIV (sorologia negativa) confirma definitivamente que a criança não foi infectada.
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