HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Paciente de 22 anos chega à UBS para iniciar o pré-natal. Durante a primeira consulta, é realizado o teste rápido para HIV, cujo resultado é reagente. Qual a melhor conduta para esta gestante a partir deste momento?
Gestante com TR HIV reagente → realizar 2º TR HIV diferente. Se ambos reagentes = "Amostra Reagente para HIV".
O diagnóstico de HIV em gestantes segue um algoritmo específico para garantir a rapidez e a acurácia, visando iniciar precocemente as medidas de profilaxia da transmissão vertical. A confirmação com um segundo teste rápido de marca diferente é crucial para evitar falsos positivos e iniciar o manejo adequado.
O diagnóstico de infecção pelo HIV durante a gestação é um pilar fundamental da saúde pública, visando a prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus da mãe para o filho. A detecção precoce permite a implementação de medidas profiláticas eficazes, que incluem o uso de terapia antirretroviral combinada (TARV) pela gestante, parto adequado e profilaxia para o recém-nascido. Este tema é de extrema relevância para a prática clínica e para exames de residência. No Brasil, o Ministério da Saúde preconiza um algoritmo específico para o diagnóstico de HIV em gestantes. Inicialmente, é realizado um teste rápido (TR) para HIV. Se o resultado for reagente, um segundo TR de marca diferente deve ser realizado. Se ambos forem reagentes, o resultado é considerado "Amostra Reagente para HIV", e o diagnóstico é concluído, sem a necessidade de testes adicionais como o molecular para confirmação nesta fase. Essa abordagem visa agilizar o início das intervenções. A conduta após a confirmação do diagnóstico envolve o encaminhamento da gestante para o serviço de referência, início imediato da TARV, monitoramento da carga viral e contagem de CD4, planejamento do tipo de parto (cesariana eletiva pode ser indicada em casos de alta carga viral próxima ao termo) e aconselhamento sobre a contraindicação da amamentação. O recém-nascido também receberá profilaxia antirretroviral e acompanhamento específico para o diagnóstico de HIV.
O diagnóstico precoce de HIV na gestação é crucial para iniciar imediatamente a profilaxia da transmissão vertical (PTV), que inclui terapia antirretroviral para a mãe, parto adequado e profilaxia para o recém-nascido, reduzindo significativamente o risco de o bebê nascer com HIV.
A realização de um segundo teste rápido de HIV de marca diferente é necessária para aumentar a especificidade do diagnóstico, minimizando a chance de resultados falso-positivos. Isso garante maior segurança e acurácia antes de iniciar o tratamento e o acompanhamento especializado.
Após a confirmação, a gestante deve ser encaminhada para acompanhamento especializado, iniciar a terapia antirretroviral combinada (TARV), receber aconselhamento sobre o parto e a contraindicação da amamentação, e o recém-nascido deverá receber profilaxia pós-exposição.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo