HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 28 anos de idade, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde após notar úlcera indolor na região genital, surgida há cerca de uma semana. O paciente relata que não houve dor ou desconforto associado à lesão, que está localizada na glande. Ele também menciona ter tido múltiplas parcerias sexuais nos últimos meses e não se recorda de ter utilizado preservativo nas relações. O exame físico revela uma úlcera única, de bordas bem definidas e fundo limpo, sem exsudato. O paciente não apresenta linfadenopatia inguinal evidente. Ele nega febre, perda de peso ou mal-estar. No acompanhamento deste paciente, foi realizado teste rápido para HIV, tendo como resultado positivo. Qual é a conduta correta a seguir?
HIV+ em teste rápido → Necessário 2º teste confirmatório (diferente fabricante) antes do TARV.
O diagnóstico de HIV requer a realização de dois testes rápidos de fabricantes diferentes ou um teste rápido seguido de um teste laboratorial para confirmação da sorologia positiva.
O diagnóstico de infecção pelo HIV no Brasil segue fluxogramas rigorosos para minimizar falsos positivos. Em pacientes com úlceras genitais, a coinfecção com outras ISTs, como a sífilis, é frequente, exigindo rastreio completo. A abordagem inicial foca na confirmação sorológica e no acolhimento do paciente. A sífilis primária apresenta-se como uma lesão ulcerada indolor que desaparece espontaneamente, mas a infecção sistêmica persiste se não tratada com Penicilina G Benzatina.
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico de HIV por testes rápidos exige a realização de dois testes sequenciais. O primeiro (TR1) deve ter alta sensibilidade. Se reagente, realiza-se o segundo (TR2) de fabricante diferente e alta especificidade. Se ambos forem reagentes, o diagnóstico é confirmado. Caso haja discordância, são necessários testes laboratoriais complementares como o Western Blot ou carga viral.
Em situações ideais e ambulatoriais, deve-se aguardar a confirmação pelo segundo teste ou exame laboratorial. No entanto, em casos específicos como gestantes em trabalho de parto ou profilaxia pós-exposição, condutas imediatas são tomadas, mas o diagnóstico definitivo de infecção crônica ainda requer a sequência confirmatória para registro e seguimento a longo prazo.
A úlcera da sífilis primária (cancro duro) é classicamente única, indolor, com bordas bem definidas e fundo limpo. Diferencia-se do cancro mole (Haemophilus ducreyi), que costuma ser múltiplo, doloroso e com exsudato purulento, e do herpes genital, que se manifesta com múltiplas vesículas que evoluem para úlceras dolorosas sobre base eritematosa.
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