Endometriose: Diagnóstico Histopatológico e Características

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015

Enunciado

Em relação à endometriose, que é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Microscopicamente, os implantes endometriais possuem glândulas e estroma com ou sem macrófagos repletos de hemossiderina.
  2. B) A endometriose não é uma doença progressiva em percentual significativo de pacientes. 
  3. C) A endometriose tem baixa taxa de recorrência após tratamento hormonal e cirúrgico. 
  4. D) A histologia positiva confirma o diagnóstico de endometriose, enquanto a histologia negativa a exclui. 

Pérola Clínica

Endometriose: glândulas e estroma endometrial ectópicos, com ou sem macrófagos siderófagos, é a marca histológica.

Resumo-Chave

O diagnóstico definitivo de endometriose é histopatológico, caracterizado pela presença de glândulas e estroma endometrial fora da cavidade uterina. A presença de macrófagos repletos de hemossiderina (siderófagos) é um achado comum devido ao sangramento cíclico dos implantes, mas não é um critério obrigatório para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial (glândulas e estroma) fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo teorias como a menstruação retrógrada, metaplasia celômica e disseminação linfática ou hematogênica. É uma condição importante para residentes devido à sua prevalência e ao impacto significativo na qualidade de vida das pacientes, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico definitivo da endometriose é histopatológico, obtido por biópsia durante laparoscopia ou outro procedimento cirúrgico. Microscopicamente, os implantes são identificados pela presença de glândulas e estroma endometrial. A presença de macrófagos contendo hemossiderina, resultado do sangramento cíclico dos implantes, é um achado frequente, mas não um critério indispensável. A doença é progressiva em muitos casos, e a taxa de recorrência após tratamento é significativa, exigindo acompanhamento contínuo. O manejo da endometriose é complexo e individualizado, incluindo tratamento da dor com analgésicos e anti-inflamatórios, terapia hormonal para suprimir o crescimento do tecido endometrial ectópico e cirurgia para remover os implantes e restaurar a anatomia pélvica. A compreensão dos aspectos histopatológicos e do curso clínico da doença é fundamental para o diagnóstico correto e a escolha da melhor estratégia terapêutica, visando melhorar os sintomas e a fertilidade das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados microscópicos essenciais para o diagnóstico de endometriose?

Os achados microscópicos essenciais para o diagnóstico de endometriose incluem a presença de glândulas e estroma endometrial fora da cavidade uterina. A presença de macrófagos repletos de hemossiderina é um achado comum, mas não obrigatório.

A endometriose é uma doença progressiva?

Sim, a endometriose é considerada uma doença progressiva em um percentual significativo de pacientes, embora o curso da doença possa variar amplamente entre as mulheres, com períodos de estabilidade ou regressão espontânea em alguns casos.

Qual a taxa de recorrência da endometriose após tratamento?

A endometriose possui uma taxa de recorrência considerável mesmo após tratamento hormonal e cirúrgico, variando de 20% a 40% em cinco anos, dependendo da extensão da doença e do tipo de tratamento realizado.

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