Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Na quarta consulta pré-natal com a médica de família e comunidade, a paciente, que está na 18ª semana de gestação, apenas agora apresenta elevação da PA (135 x 88 mmHg). Sabidamente não era hipertensa antes da gestação e, no momento, permanece assintomática. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser adotada pela médica de família e comunidade.
PA elevada em gestante <20 semanas ou 1ª vez: repetir medidas para confirmar antes de diagnosticar ou intervir.
Uma única medida de pressão arterial elevada em gestantes, especialmente antes de 20 semanas, não é suficiente para o diagnóstico de hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia. É crucial repetir a medida em diferentes ocasiões para confirmar a elevação persistente, seguindo os protocolos de diagnóstico que exigem duas medidas alteradas com intervalo de 4 horas.
A avaliação da pressão arterial é um pilar fundamental do pré-natal, sendo a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia condições que podem levar a sérias complicações maternas e fetais. O diagnóstico precoce e preciso é essencial para o manejo adequado. A prevalência de hipertensão na gravidez varia, mas é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Fisiopatologicamente, a hipertensão na gestação pode ser um sinal de disfunção placentária ou de uma condição pré-existente. A suspeita diagnóstica inicia-se com a elevação da pressão arterial, mas a confirmação exige a repetição das medidas para descartar flutuações. A ausência de proteinúria é um diferencial importante para a hipertensão gestacional, distinguindo-a da pré-eclâmpsia. O tratamento e acompanhamento dependem do diagnóstico. Em casos de elevação isolada, o monitoramento rigoroso é a conduta inicial. Se confirmada, a gestante pode necessitar de acompanhamento de alto risco, medicação anti-hipertensiva e monitoramento fetal intensivo para prevenir complicações como restrição de crescimento intrauterino, descolamento prematuro de placenta e eclâmpsia.
A hipertensão gestacional é diagnosticada por duas medidas de pressão arterial ≥ 140/90 mmHg, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, em gestante previamente normotensa e sem proteinúria.
A repetição da medida da pressão arterial é crucial para confirmar a elevação persistente e evitar o diagnóstico errôneo de hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, que pode ser influenciado por fatores como 'hipertensão do jaleco branco' ou variações pontuais.
A hipertensão crônica é diagnosticada antes da gestação ou antes de 20 semanas de gestação. A hipertensão gestacional surge após 20 semanas em mulher previamente normotensa, sem proteinúria.
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