HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Analise as seguintes assertivas para o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica na gestação: I. A pressão arterial deve ser medida com a paciente sentada e em repouso de pelo menos 5 minutos. II. Uma medida igual ou maior a 140 mmHg na pressão sistólica é considerada hipertensão na gestação. III. A segunda medida deve ser feita em decúbito, para minimizar erros de aferição. IV. Uma medida igual ou maior a 90 mmHg na pressão diastólica é considerada hipertensão na gestação. Quais estão corretas?
HAS gestacional: PA ≥ 140/90 mmHg em 2 medidas, sentada, após 5 min repouso.
O diagnóstico de hipertensão na gestação exige aferição correta da pressão arterial, com a paciente sentada e em repouso, e valores de PA sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões. A posição em decúbito pode subestimar ou superestimar a PA, não sendo a recomendada para diagnóstico.
A hipertensão arterial sistêmica na gestação é uma das complicações mais comuns e sérias, afetando cerca de 5-10% das gestações e sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado e para a prevenção de desfechos adversos como pré-eclâmpsia, eclampsia, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro. A correta aferição da pressão arterial é o pilar para este diagnóstico. Para o diagnóstico, a pressão arterial deve ser medida com a paciente sentada, em repouso de pelo menos 5 minutos, com o braço apoiado na altura do coração. Uma pressão arterial sistólica igual ou maior a 140 mmHg e/ou diastólica igual ou maior a 90 mmHg, confirmada em duas medidas com intervalo de 4 a 6 horas, é considerada hipertensão. É crucial evitar a aferição em decúbito, pois essa posição pode levar a leituras imprecisas, subestimando a pressão devido à compressão da veia cava ou superestimando em outros casos. O manejo da hipertensão gestacional envolve monitorização rigorosa da mãe e do feto, podendo incluir o uso de anti-hipertensivos e, em casos de pré-eclâmpsia grave, a interrupção da gestação. A educação sobre a técnica correta de aferição da PA é vital para todos os profissionais de saúde que lidam com gestantes, garantindo um diagnóstico acurado e um plano de cuidados otimizado para a saúde materno-fetal.
Hipertensão na gestação é definida por pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, confirmada em duas medidas com intervalo de 4 a 6 horas.
A posição correta para aferir a pressão arterial em gestantes é sentada, com o braço apoiado na altura do coração, após pelo menos 5 minutos de repouso.
A medida em decúbito pode levar a erros de aferição, subestimando a pressão arterial devido à compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico, ou superestimando em outras situações, não sendo o padrão ouro para diagnóstico.
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