FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo masculino. 46 anos de idade, assintomático, é encaminhado após aferições de pressão arterial elevadas em consultas de rotina. Nega comorbidades, tabagismo ou uso de medicamentos. Relata que seu pai teve infarto aos 72 anos de idade. Exame físico normal. Pressão arterial média em 3 consultas: 144 x 92 mmHg. Exames laboratoriais: creatinina 0,9 mg/dL, sódio e potássio normais, glicemia de jejum 95 mg/dL, colesterol total 190 mg/dL, HDL 52, LDL 112. Eletrocardiograma: sem alterações.
PA elevada em consultório → Confirmar HAS = MAPA ou MRPA antes de iniciar tratamento farmacológico, especialmente em assintomáticos.
A elevação da pressão arterial em consultório pode ser um sinal de hipertensão do avental branco; a confirmação diagnóstica com MAPA ou MRPA é crucial antes de iniciar o tratamento farmacológico, especialmente em pacientes assintomáticos sem lesão de órgão-alvo. Isso evita o tratamento desnecessário e seus potenciais efeitos adversos.
A questão aborda um ponto crucial no manejo da hipertensão arterial sistêmica (HAS): a importância da confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento farmacológico. A elevação da pressão arterial (PA) em consultório pode ser um fenômeno isolado, conhecido como hipertensão do avental branco, que não requer tratamento medicamentoso imediato. Por isso, as diretrizes recomendam a utilização de métodos de monitorização da PA fora do consultório, como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA). O MAPA permite avaliar o comportamento da PA durante as atividades diárias e o sono, fornecendo dados mais fidedignos sobre a média da PA e a presença de picos hipertensivos. Confirmar o diagnóstico de HAS é essencial para evitar o tratamento desnecessário, que pode expor o paciente a efeitos adversos de medicamentos e custos, além de não trazer benefícios reais se a condição não for de fato hipertensão sustentada. Após a confirmação diagnóstica, a estratificação do risco cardiovascular é o próximo passo, considerando fatores como idade, histórico familiar, comorbidades e exames laboratoriais. Somente então, em conjunto com mudanças no estilo de vida, decide-se sobre a necessidade e o tipo de tratamento farmacológico, individualizando a conduta para cada paciente.
O MAPA é fundamental para diferenciar a hipertensão arterial sistêmica verdadeira da hipertensão do avental branco, fornecendo medidas da pressão arterial fora do ambiente de consultório.
O diagnóstico de hipertensão é considerado quando há elevação persistente da pressão arterial em múltiplas aferições, confirmada por métodos como MAPA ou MRPA.
O tratamento farmacológico é indicado após a confirmação diagnóstica da HAS e estratificação do risco cardiovascular, considerando a presença de lesão de órgão-alvo ou comorbidades.
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