Hipertensão Arterial: Critérios Diagnósticos Essenciais

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, de 58 anos de idade, comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) por cefaleia persistente e fadiga. Tem histórico familiar de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2. Ao exame físico, a pressão arterial (PA) é de 160x98mmHg, medida e repetida em ambos os braços. O IMC é de 32kg/m². Em consulta anterior, há um mês, a paciente apresentou PA 150x92mmHg. Ela apresenta edema leve em membros inferiores no momento. Qual é a afirmativa correta a respeito do diagnóstico de hipertensão arterial para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Deve ser feito o diagnóstico de hipertensão arterial, pois a paciente apresentou pelo menos um valor de PA maior que 140×90mmHg.
  2. B) Não pode ser feito diagnóstico de hipertensão arterial, pois seria necessário mais uma medida de PA em uma terceira consulta.
  3. C) Não pode ser feito diagnóstico de hipertensão arterial, pois a hipertensão é diagnosticada com valores de PA acima de 180x90mmHg.
  4. D) Deve ser feito o diagnóstico de hipertensão arterial, pois ela apresenta dois valores de PA maior que 140×90mmHg em consultas diferentes.
  5. E) Não deve ser feito diagnóstico de hipertensão arterial, pois é necessária realização de uma monitorização ambulatorial da PA (MAPA) para o diagnóstico.

Pérola Clínica

HAS: ≥2 medidas PA >140x90mmHg em ≥2 consultas diferentes.

Resumo-Chave

O diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica requer a elevação da pressão arterial em pelo menos duas medidas em duas consultas distintas, confirmando a persistência da alteração. A paciente já apresenta duas medidas elevadas em consultas diferentes, o que é suficiente para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial de alta prevalência, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Seu diagnóstico precoce e manejo adequado são cruciais para a prevenção de complicações graves. O diagnóstico de HAS é clínico, baseado em medidas repetidas da pressão arterial. Segundo as diretrizes, são necessárias pelo menos duas medidas de PA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, aferidas em duas ou mais consultas distintas. A aferição correta da PA é fundamental, seguindo protocolos padronizados. O tratamento da HAS envolve mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios, cessação do tabagismo) e, frequentemente, terapia farmacológica. O prognóstico depende do controle pressórico e da abordagem dos fatores de risco associados. A identificação de lesão em órgãos-alvo também guia a conduta.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de hipertensão arterial?

O diagnóstico de hipertensão arterial é estabelecido quando há duas ou mais medidas de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, aferidas em pelo menos duas consultas distintas.

A MAPA é sempre necessária para o diagnóstico de hipertensão?

Não. A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é indicada em casos de suspeita de hipertensão do jaleco branco, hipertensão mascarada ou para avaliar o controle pressórico, mas não é um requisito universal para o diagnóstico inicial.

Quais são os fatores de risco para hipertensão arterial?

Fatores de risco incluem histórico familiar, obesidade (IMC elevado), sedentarismo, dieta rica em sódio, consumo excessivo de álcool, tabagismo, diabetes mellitus e dislipidemia.

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