IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Homem, 54 anos, relojoeiro, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor lombar que o incomoda há muitos anos. Relata que a dor se intensifica ao longo do dia e melhora nos finais de semana, atribuindo-a à sua postura no trabalho. Durante a consulta, menciona: “Fico o dia todo em minha bancada, mexendo com relógios. Agachado em cima do banquinho, curvado para a frente; senão, não enxergo o que estou fazendo. Chega o fim do dia, mal consigo me levantar; chegar em casa é um sacrifício”. Após examiná-lo, o médico afere a pressão arterial (PA) do paciente, que se encontra em 155 x 100 mmHg, não havendo outras alterações ao exame físico. A conduta correta nesse momento na UBS é:
Diagnóstico de HAS exige múltiplas aferições em diferentes ocasiões; dor lombar crônica → investigar fatores ocupacionais.
Uma única aferição de PA elevada não confirma o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica. É essencial repetir a aferição em diferentes ocasiões para confirmar o diagnóstico e, só então, iniciar o tratamento. A dor lombar crônica deve ser investigada considerando fatores ocupacionais e ergonômicos.
A dor lombar crônica é uma das queixas mais comuns na Atenção Primária à Saúde, impactando significativamente a qualidade de vida e a capacidade laboral dos indivíduos. Sua etiologia é multifatorial, frequentemente associada a fatores biomecânicos, posturais e ocupacionais, como no caso do relojoeiro. A abordagem inicial deve incluir uma anamnese detalhada sobre a história da dor, fatores desencadeantes e de melhora, além de um exame físico completo. Concomitantemente, a identificação de hipertensão arterial sistêmica (HAS) é crucial, pois é um dos principais fatores de risco cardiovascular. A fisiopatologia da HAS envolve uma complexa interação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. No entanto, o diagnóstico de HAS não pode ser feito com base em uma única aferição de pressão arterial elevada. As diretrizes recomendam múltiplas aferições em diferentes ocasiões para confirmar o diagnóstico, a fim de evitar o tratamento desnecessário ou o "efeito do jaleco branco". A conduta correta na UBS, portanto, envolve a investigação aprofundada da dor lombar, com orientações ergonômicas e, se necessário, encaminhamento para fisioterapia. Em relação à PA elevada, a conduta inicial é a reavaliação em outra consulta, com aferições em condições padronizadas, para confirmar o diagnóstico de HAS antes de iniciar qualquer tratamento medicamentoso. A educação do paciente sobre a importância do acompanhamento e das mudanças no estilo de vida é fundamental.
O diagnóstico de HAS não se baseia em uma única medida elevada. Requer a confirmação de níveis pressóricos elevados em pelo menos duas aferições em duas visitas distintas, realizadas em condições padronizadas, ou uma única aferição muito elevada com evidência de lesão de órgão-alvo.
A aferição correta da PA é fundamental para um diagnóstico preciso. Fatores como repouso prévio, tamanho adequado do manguito, posição do braço na altura do coração e ambiente tranquilo influenciam a leitura e evitam diagnósticos errôneos ou atrasos no tratamento adequado.
A dor lombar crônica relacionada ao trabalho frequentemente está associada a posturas inadequadas, movimentos repetitivos, levantamento de peso incorreto, sedentarismo e estresse. A ergonomia do posto de trabalho e a prática regular de atividade física são importantes na prevenção e manejo.
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