INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x 88 mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento. Qual é a abordagem adequada nesse caso?
PA limítrofe em idoso assintomático, sem comorbidades → Não iniciar medicação = Monitorar PA e orientar mudanças estilo de vida.
O diagnóstico de hipertensão arterial requer múltiplas aferições elevadas em diferentes ocasiões ou métodos de monitoramento fora do consultório; em idosos assintomáticos com pressões arteriais limítrofes, a conduta inicial deve ser expectante, focando em monitoramento rigoroso e intervenções no estilo de vida antes de iniciar a farmacoterapia.
O diagnóstico de hipertensão arterial em idosos requer cautela e múltiplas aferições, pois a pressão arterial pode ser mais variável nessa faixa etária. As diretrizes atuais enfatizam a importância de confirmar o diagnóstico com base em várias medidas no consultório, ou idealmente, com o uso de métodos de monitoramento fora do consultório, como o Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou o Monitoramento Residencial da Pressão Arterial (MRPA). A paciente do caso apresenta valores limítrofes, que não configuram hipertensão estabelecida para início imediato de farmacoterapia. Para pacientes idosos assintomáticos com valores de pressão arterial na faixa de "pré-hipertensão" ou "hipertensão estágio 1" (140-159/90-99 mmHg) sem comorbidades significativas, a abordagem inicial recomendada é a conduta expectante, com foco em modificações do estilo de vida. Isso inclui orientações sobre dieta saudável (como a dieta DASH), redução do consumo de sódio, prática regular de atividade física, manutenção de peso adequado e cessação do tabagismo. O monitoramento regular da pressão arterial na unidade de saúde é fundamental para acompanhar a evolução e determinar a necessidade de intervenção farmacológica futura. A decisão de iniciar medicamentos anti-hipertensivos deve ser individualizada, considerando o risco cardiovascular global do paciente, a presença de lesão de órgão-alvo e a tolerância aos medicamentos, sempre buscando o equilíbrio entre o controle da pressão e a prevenção de efeitos adversos, como hipotensão ortostática.
O diagnóstico de hipertensão arterial é estabelecido por múltiplas aferições da pressão arterial no consultório ≥ 140/90 mmHg, ou por MAPA/MRPA com médias elevadas (ex: MAPA diurna ≥ 135/85 mmHg).
MAPA (Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial) e MRPA (Monitoramento Residencial da Pressão Arterial) são cruciais para confirmar o diagnóstico, identificar hipertensão do avental branco ou mascarada, e avaliar o controle pressórico fora do ambiente clínico.
As recomendações incluem dieta DASH, redução do consumo de sódio, atividade física regular, manutenção de peso saudável, cessação do tabagismo e consumo moderado de álcool.
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