HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Criança de 7 anos, com sobrepeso, comparece à consulta de puericultura. Seguindo as recomendações internacionais, o pediatra aferiu a pressão arterial (PA). A criança estava calma, tranquila, sentada com as costas e os pés apoiados no chão, com o braço direito apoiado e estendido na altura do coração. Foi utilizado um manguito cobrindo 40% da largura e 80% do comprimento da circunferência medida no ponto médio do braço e um aparelho oscilométrico. A medida de PA revelou pressão de 112 x 74 mmHg (ambas no percentil entre 95 e 95 + 12 mmHg para a sua idade, sexo e altura). A conduta adequada é
PA elevada em criança → Confirmar com 2 aferições auscultatórias antes de iniciar investigação ou conduta.
Uma única medida de pressão arterial elevada em crianças, mesmo que acima do percentil 95, não é suficiente para o diagnóstico de hipertensão. É fundamental repetir a aferição em outras duas ocasiões, preferencialmente com método auscultatório e manguito de tamanho adequado, para confirmar a elevação persistente antes de prosseguir com investigação ou intervenções.
A hipertensão arterial em crianças é uma condição de crescente preocupação, especialmente devido ao aumento da obesidade infantil. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações cardiovasculares a longo prazo. A aferição da pressão arterial deve ser parte rotineira da consulta de puericultura a partir dos 3 anos de idade, ou antes, em crianças de risco. A técnica correta de aferição é primordial. A criança deve estar calma, sentada com as costas e os pés apoiados, e o braço na altura do coração. O manguito deve ser de tamanho adequado, cobrindo 40% da largura e 80-100% do comprimento do braço. Uma única medida elevada, como no caso apresentado (entre P95 e P95 + 12 mmHg, que indica PA elevada), exige confirmação. As diretrizes recomendam repetir a aferição em duas outras ocasiões, preferencialmente com método auscultatório, que é considerado o padrão-ouro. Após a confirmação da elevação persistente da PA, a conduta inicial geralmente envolve medidas não farmacológicas, como mudanças no estilo de vida (dieta saudável, atividade física, redução do peso), e um retorno precoce para reavaliação. A solicitação de exames complementares e o encaminhamento para nefrologista infantil ou cardiologista pediátrico são etapas subsequentes, dependendo da persistência e gravidade da hipertensão, e da presença de lesão de órgão-alvo ou causas secundárias.
O diagnóstico de hipertensão arterial em crianças é feito quando a pressão arterial sistólica e/ou diastólica está persistentemente igual ou acima do percentil 95 para idade, sexo e altura em três ou mais ocasiões separadas. Uma única medida elevada requer confirmação.
O uso de um manguito de tamanho inadequado é uma das principais causas de erros na aferição. Um manguito muito pequeno superestima a PA, enquanto um muito grande subestima. A bolsa inflável deve cobrir 40% da circunferência do braço e 80-100% do comprimento do braço.
A MAPA é indicada para confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial em casos limítrofes, avaliar a eficácia do tratamento anti-hipertensivo, identificar hipertensão do avental branco ou mascarada, e investigar hipotensão ou variabilidade excessiva da PA.
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