Hipertensão em Idosos: Diagnóstico e Rastreios Essenciais

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2019

Enunciado

Um senhor de 69 anos compareceu ao consultório de clínica médica para avaliação periódica de saúde. Assintomático, desconhece qualquer doença prévia e não faz uso de medicamentos. Foi tabagista dos 30 aos 66 anos, um maço ao dia. Ao exame físico, a PA era de 150 x 90 mmHg; FC = 78 bpm; FR = 15 irpm. Sem outras anormalidades. Sobre esse caso, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Deve-se iniciar tratamento farmacológico para hipertensão arterial sistêmica, e o inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA) é uma boa alternativa.
  2. B) Deve-se oferecer a tomografia computadorizada de baixa dosagem do tórax para rastreio do câncer do pulmão.
  3. C) Deve-se oferecer a ultrassonografia abdominal para rastreio do aneurisma da aorta abdominal.
  4. D) Deve-se rastrear diabetes melito por meio da dosagem da glicemia de jejum ou da hemoglobina glicada.

Pérola Clínica

Hipertensão em idoso assintomático → confirmar diagnóstico antes de iniciar tratamento farmacológico.

Resumo-Chave

Uma única medida de PA elevada não é suficiente para diagnosticar hipertensão arterial sistêmica, especialmente em idosos. É crucial realizar múltiplas aferições em diferentes ocasiões ou usar MAPA/MRPA para confirmar o diagnóstico antes de iniciar terapia farmacológica.

Contexto Educacional

A avaliação periódica de saúde em idosos é fundamental para a detecção precoce de doenças e a promoção de um envelhecimento saudável. Nesse caso, um paciente de 69 anos, ex-tabagista, apresenta uma medida de pressão arterial elevada (150x90 mmHg). É crucial lembrar que o diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) não pode ser feito com uma única medida, especialmente em um paciente assintomático. São necessárias múltiplas aferições em diferentes ocasiões ou o uso de métodos como MAPA ou MRPA para confirmar a HAS. Além da avaliação da pressão arterial, o histórico de tabagismo significativo (36 anos-maço) do paciente indica a necessidade de rastreios específicos. As diretrizes atuais recomendam a tomografia computadorizada de baixa dosagem do tórax para rastreio de câncer de pulmão em indivíduos de alto risco (50-80 anos, com carga tabágica ≥ 20 anos-maço e que fumam atualmente ou pararam há menos de 15 anos). Da mesma forma, o rastreio de aneurisma de aorta abdominal com ultrassonografia é indicado para homens tabagistas ou ex-tabagistas com idade entre 65 e 75 anos. O rastreio de diabetes mellitus também é uma prática padrão em avaliações periódicas de saúde, especialmente em idosos, e pode ser feito através da glicemia de jejum ou hemoglobina glicada. Portanto, a alternativa incorreta é a que sugere iniciar tratamento farmacológico para hipertensão com base em uma única medida, sem a devida confirmação diagnóstica.

Perguntas Frequentes

Como confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial em um idoso?

O diagnóstico de hipertensão arterial em idosos deve ser confirmado com múltiplas aferições da pressão arterial em diferentes consultas, ou através de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou Medida Residencial da Pressão Arterial (MRPA), antes de iniciar o tratamento farmacológico.

Quais rastreios são indicados para um ex-tabagista de 69 anos?

Para um ex-tabagista de 69 anos com histórico de tabagismo significativo, são indicados o rastreio de câncer de pulmão com tomografia de baixa dosagem e o rastreio de aneurisma de aorta abdominal com ultrassonografia.

Por que é importante rastrear diabetes mellitus em idosos assintomáticos?

O rastreio de diabetes mellitus em idosos assintomáticos é importante devido à alta prevalência da doença nessa faixa etária e ao risco de complicações micro e macrovasculares, mesmo na ausência de sintomas evidentes.

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