ENARE/ENAMED — Prova 2026
Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x 88 mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento. Qual é a abordagem adequada nesse caso?
PA elevada em consultório (140-159/90-99 mmHg) sem lesão de órgão-alvo → confirmar diagnóstico com múltiplas aferições ou MAPA/MRPA = não iniciar medicação imediata.
O diagnóstico de hipertensão arterial não deve ser baseado em uma única aferição de pressão arterial, especialmente em idosos assintomáticos. É fundamental confirmar as elevações pressóricas com múltiplas aferições em diferentes ocasiões ou, idealmente, com Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) antes de iniciar o tratamento farmacológico.
O diagnóstico de hipertensão arterial, especialmente em pacientes idosos e assintomáticos, exige cautela e a observância de protocolos rigorosos. Não se deve basear a decisão de iniciar tratamento farmacológico em uma única ou poucas aferições de pressão arterial no consultório. A variabilidade da pressão arterial, o efeito do "jaleco branco" e a hipertensão mascarada são fenômenos que podem influenciar o diagnóstico e a conduta. As diretrizes recomendam a confirmação do diagnóstico através de múltiplas aferições em diferentes visitas, ou, idealmente, pela Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA). Essas ferramentas fornecem um perfil pressórico mais fidedigno, auxiliando na diferenciação entre hipertensão sustentada, hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada. Em pacientes com elevações limítrofes e assintomáticos, uma conduta expectante com monitoramento e incentivo a mudanças no estilo de vida é frequentemente a abordagem inicial mais adequada.
O diagnóstico de hipertensão arterial geralmente requer a média de duas ou mais aferições em duas ou mais consultas distintas, ou a confirmação por MAPA/MRPA.
Geralmente, PA ≥ 140/90 mmHg em aferições de consultório. No entanto, em idosos, a decisão de tratar e os alvos podem variar.
MAPA e MRPA evitam o efeito do jaleco branco, identificam hipertensão mascarada e fornecem um perfil pressórico mais completo, melhorando a acurácia diagnóstica e prognóstica.
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