CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Sobre o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, é correto afirmar que:
Diagnóstico de HAS → Média de ≥2 medidas em ≥2 consultas com PA ≥140/90 mmHg (consultório) ou por MAPA/MRPA.
O diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) requer a confirmação de níveis pressóricos elevados em mais de uma ocasião para evitar diagnósticos baseados em elevações transitórias. Métodos como a MAPA e a MRPA são fundamentais para descartar a hipertensão do avental branco e diagnosticar a hipertensão mascarada.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O diagnóstico preciso é fundamental para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações. A principal diretriz é que o diagnóstico não deve ser baseado em uma única aferição, devido à variabilidade da pressão arterial (PA). O diagnóstico de HAS é estabelecido, na maioria dos casos, com base em múltiplas medições da PA. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020 estabelece o diagnóstico no consultório com a média de pelo menos duas aferições, em duas ou mais consultas, com valores de PA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 90 mmHg. A questão utiliza o ponto de corte de 130/80 mmHg, alinhado com a diretriz americana (ACC/AHA 2017) para Hipertensão Estágio 1, mas o princípio de múltiplas medições é universal. Para aumentar a acurácia diagnóstica, são recomendadas medições fora do consultório, como a Monitorização Residencial da PA (MRPA) e a Monitorização Ambulatorial da PA (MAPA) de 24 horas. Esses métodos são essenciais para identificar fenótipos como a 'hipertensão do avental branco' (PA elevada apenas no consultório) e a 'hipertensão mascarada' (PA normal no consultório, mas elevada em casa), que possui risco cardiovascular semelhante à HAS sustentada. A MRPA e a MAPA utilizam pontos de corte diferentes e mais baixos que os do consultório para o diagnóstico.
Para a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), os valores são: média de 24h ≥ 130/80 mmHg, média na vigília ≥ 135/85 mmHg, ou média no sono ≥ 120/70 mmHg. Para a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA), o valor de referência é ≥ 135/85 mmHg.
Suspeita-se quando um paciente apresenta PA ≥ 140/90 mmHg no consultório, mas nega sintomas, não possui lesões de órgão-alvo e relata medidas normais em casa. A confirmação é feita com MAPA ou MRPA mostrando valores normais fora do ambiente clínico.
Ambos os pacientes apresentam pressão arterial normal no consultório (<140/90 mmHg). A diferença é que o paciente com hipertensão mascarada terá valores elevados fora do consultório, detectados pela MAPA ou MRPA. Este fenótipo está associado a um risco cardiovascular aumentado, similar à hipertensão sustentada.
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