HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Paciente 56 anos , FPC comparece a consulta com infectologista com resultado de anticorpos anti HVC(hepatite por vírus C) positivo. Assintomático, apresenta exames laboratoriais com bioquímica hepática em níveis normais e US de abdomem superior com fígado de aspecto preservado.
Anti-HCV positivo indica exposição, mas RNA-HCV confirma infecção ativa. Estadiamento da fibrose (elastografia/biópsia) é crucial para manejo.
Um anticorpo anti-HCV positivo indica exposição prévia ao vírus da hepatite C, mas não diferencia infecção ativa de infecção resolvida. Para confirmar a infecção ativa e, portanto, a hepatite C crônica, é essencial realizar o exame de RNA-HCV (carga viral). O estadiamento da fibrose hepática, mesmo em pacientes assintomáticos com bioquímica normal, é fundamental para guiar o tratamento e monitorar a progressão da doença.
A hepatite C crônica é uma doença inflamatória do fígado causada pelo vírus da hepatite C (VHC), que pode levar à fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular se não tratada. O diagnóstico começa com a detecção de anticorpos anti-HCV, que indicam exposição prévia ao vírus. No entanto, um resultado positivo para anti-HCV não diferencia uma infecção ativa de uma infecção resolvida espontaneamente (cerca de 15-25% dos casos). Portanto, a confirmação da infecção ativa requer a detecção do RNA-HCV (carga viral) no sangue. Apenas pacientes com RNA-HCV positivo são considerados portadores de hepatite C crônica e necessitam de tratamento. Mesmo em pacientes assintomáticos e com exames laboratoriais de bioquímica hepática normais, a infecção crônica pelo VHC pode estar causando danos progressivos ao fígado. Por isso, o estadiamento da doença hepática, particularmente o grau de fibrose, é fundamental. Métodos como a elastografia hepática (FibroScan) ou a biópsia hepática são utilizados para avaliar a extensão da fibrose. A elastografia é um método não invasivo e amplamente aceito, que mede a rigidez do fígado, correlacionando-a com o grau de fibrose. A biópsia, embora mais invasiva, ainda é considerada o padrão-ouro em casos selecionados. Para o residente, é crucial compreender que a genotipagem do VHC é importante para guiar a escolha do regime antiviral, mas não para o diagnóstico inicial ou estadiamento da fibrose. O manejo da hepatite C crônica envolve a confirmação da infecção ativa, o estadiamento da fibrose e a genotipagem para definir o tratamento antiviral, que hoje possui altas taxas de cura. O conhecimento desses passos é essencial para a prática clínica e para as provas de residência.
O Anti-HCV positivo indica que a pessoa teve contato com o vírus da hepatite C em algum momento, seja uma infecção passada e resolvida ou uma infecção ativa. Já o RNA-HCV positivo (carga viral) confirma a presença do vírus replicando-se ativamente no sangue, sendo o marcador definitivo de infecção ativa e crônica.
O estadiamento da doença hepática, principalmente da fibrose, é crucial para avaliar o risco de progressão para cirrose e suas complicações (carcinoma hepatocelular, insuficiência hepática). Mesmo pacientes assintomáticos com enzimas hepáticas normais podem ter fibrose significativa, o que influencia a decisão terapêutica e o prognóstico.
Os principais métodos para estadiar a fibrose hepática incluem a biópsia hepática, que é o padrão-ouro, e métodos não invasivos como a elastografia hepática (FibroScan) e exames de sangue que calculam índices de fibrose (ex: APRI, FIB-4). A elastografia é amplamente utilizada devido à sua praticidade e boa correlação com a bióbropsia.
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