Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Gestante no início do pré-natal apresenta os seguintes resultados sorológicos de hepatite B: HBsAG: positivo; Anti-HBs: negativo; Anti-HBc: positivo; IgM anti-HBc: positivo. O diagnóstico é:
HBsAg+, Anti-HBc+, IgM anti-HBc+ → Infecção aguda por Hepatite B.
A presença de HBsAg positivo indica infecção pelo vírus da Hepatite B. O Anti-HBc positivo, juntamente com o IgM anti-HBc positivo, é o marcador chave para o diagnóstico de infecção aguda. O Anti-HBs negativo confirma a ausência de imunidade protetora adquirida por vacina ou infecção prévia resolvida.
A infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV) durante a gestação representa um desafio significativo devido ao risco de transmissão vertical e suas consequências a longo prazo para o recém-nascido. O rastreamento sorológico para Hepatite B é parte integrante do pré-natal em muitos países, incluindo o Brasil, para identificar gestantes portadoras e implementar medidas preventivas. A interpretação correta dos marcadores sorológicos é crucial para o diagnóstico preciso e a conduta adequada. Os marcadores sorológicos da Hepatite B incluem o HBsAg (antígeno de superfície), que indica infecção ativa; o Anti-HBs (anticorpo contra o HBsAg), que indica imunidade (por vacina ou infecção resolvida); o Anti-HBc (anticorpo contra o antígeno do core), que indica contato prévio com o vírus; e o IgM anti-HBc, que é um marcador de infecção aguda ou reativação. A combinação HBsAg positivo, Anti-HBs negativo, Anti-HBc positivo e IgM anti-HBc positivo é diagnóstica de infecção aguda por Hepatite B. O manejo da gestante com Hepatite B aguda envolve monitoramento da função hepática e, em alguns casos, terapia antiviral. O principal objetivo é prevenir a transmissão vertical. Recém-nascidos de mães HBsAg positivas devem receber imunoglobulina anti-hepatite B (IGHB) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, independentemente do status de infecção aguda ou crônica da mãe. Essa imunoprofilaxia passiva e ativa é altamente eficaz na redução do risco de infecção crônica no neonato.
A infecção aguda por Hepatite B é indicada pela presença de HBsAg (Antígeno de Superfície do Vírus da Hepatite B) positivo, Anti-HBc (Anticorpo contra o Antígeno do Core do Vírus da Hepatite B) positivo e, crucialmente, IgM anti-HBc (Anticorpo IgM contra o Antígeno do Core) positivo.
A diferença principal está no IgM anti-HBc. Na infecção aguda, o IgM anti-HBc é positivo. Na infecção crônica, o HBsAg permanece positivo por mais de 6 meses, o Anti-HBc total é positivo, mas o IgM anti-HBc é negativo, sendo substituído pelo IgG anti-HBc.
O diagnóstico de Hepatite B aguda na gestação é de extrema importância devido ao alto risco de transmissão vertical para o recém-nascido, que pode desenvolver infecção crônica. O manejo adequado, incluindo imunoprofilaxia no neonato, é fundamental para prevenir essa transmissão.
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