TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
O diagnóstico de hanseníase é altamente provável se dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas forem constatados, EXCETO:
Hanseníase = Diagnóstico CLÍNICO (lesão com alteração de sensibilidade ou espessamento de nervo).
O diagnóstico de hanseníase baseia-se na tríade: lesões cutâneas com perda de sensibilidade, espessamento neural e baciloscopia positiva (embora esta última não seja obrigatória).
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, com alta endemicidade em diversas regiões do Brasil. Sua patogenia está intrinsecamente ligada à resposta imune do hospedeiro, variando desde formas localizadas com forte resposta celular (paucibacilar) até formas disseminadas com alta carga bacilar e resposta humoral ineficaz (multibacilar). O diagnóstico precoce é crucial para interromper a cadeia de transmissão e, principalmente, para prevenir incapacidades físicas permanentes decorrentes do dano neural. O tratamento é realizado com a Poliquimioterapia (PQT), disponível gratuitamente no SUS. A classificação operacional em paucibacilar ou multibacilar, baseada no número de lesões ou na baciloscopia, orienta a duração do esquema terapêutico (6 ou 12 meses).
Não. A baciloscopia de linfa é um exame complementar que, se positivo, confirma o diagnóstico, mas sua negatividade não o exclui. Nas formas paucibacilares (Tuberculoide e Indeterminada), a carga bacilar é muito baixa e o exame costuma ser negativo. O diagnóstico de hanseníase no Brasil é eminentemente clínico e epidemiológico.
Os três sinais cardinais definidos pela OMS e pelo Ministério da Saúde são: 1. Lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa ou tátil); 2. Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras; 3. Presença de bacilos de Koch (M. leprae) na baciloscopia de esfregaço intradérmico.
A avaliação deve ser feita através da palpação sistemática de troncos nervosos periféricos, como o ulnar, radial, fibular comum e tibial posterior. O examinador deve observar a espessura, a consistência e a presença de dor à palpação, comparando sempre os dois lados do corpo para identificar assimetrias que sugerem neuropatia hansênica.
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